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  • Acusado da morte de Camila Centenaro será julgado na próxima semana

    Será na próxima terça-feira, 14 de setembro, o júri do caso Camila Centenaro. O ex-marido e pai da filha da vítima, Jonatan Klauck é acusado de matar Camila Centenaro, 31 anos, em setembro de 2019, em Vista Alegre. O júri será realizado no Fórum de Frederico Westphalen.

    Klauck, que está preso desde 14 de abril de 2020, é acusado pelo Ministério Público (MP) por feminicídio sextuplamente qualificado, praticado por motivo torpe, meio cruel, dissimulação e outro recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ser contra a mulher por razões da condição de sexo feminino, com contexto de violência doméstica e familiar. Na denúncia, o Ministério Público pede, além da condenação, a fixação de valor para a reparação do dano material e moral aos familiares da vítima e à coletividade.

    DENÚNCIA

    A denúncia oferecida pelo MP narra que Klauck matou Camila Centenaro, em 27 de setembro de 2019, na Linha Peretto, interior de Vista Alegre, entre 18h10 e 19h40. O homem ateou fogo na vítima e no veículo dela, causando a sua morte. Antes de matá-la, no entanto, o denunciado a atraiu até a casa, onde ambos viviam, em Taquaruçu do Sul e agrediu a vítima mediante uso de instrumento contundente (não apreendido), causando lesões nos ombros, braços, pernas e cabeça. A vítima foi socorrida por populares e foi encaminhada ao Hospital Santa Terezinha de Palmitinho, mas não resistiu aos ferimentos.

    Camila tinha 31 anos, quando morreu, era enfermeira trabalhava no Hospital Divina Providência de Frederico Westphalen e era proprietária da Farmácia JC. A jovem era também mãe de uma menina de 3 anos, na época do crime.

    O QUE ESPERA A ACUSAÇÀO

    Representando a família de Camila Centenaro, os advogados Luiz Geraldo Gomes dos Santos e Marília Dalla Lana Zancan atuam no caso como assistentes de acusação. Santos tem experiência em casos com forte apelo comunitário. Atua como assistente de acusação no caso da chacina de Saudades (SC) e foi o defensor de Evandro Wirganovicz, no Caso Bernardo. A promotora de Justiça, Isabel da Costa Franco Santos é quem estará à frente da acusação.

    Em entrevista à 104,3 FM nesta quarta-feira, 8 de setembro, o advogado Luiz Geraldo Gomes dos Santos disse que este caso específico, trouxe uma grande revolta e abalou toda a comunidade regional em virtude das características do crime em si, como teria sido cometido e a situação de crime contra a mulher. Santos afirmou ainda que é preciso estar preparado para atuar neste tipo de caso.

    Ao ser questionado sobre pelo repórter Carlos Braga sobre uma possível condenação de Klauck, o advogado destacou, que, evidentemente, não pode antecipar pena ou antecipar uma conclusão de um julgamento, porque cabe ao Conselho de Sentença decidir sobre aquilo que vai ser exposto, tanto pela acusação quanto pela defesa. “Ponderando aquilo que está sendo posto os jurados vão decidir. A decisão é deles”, destacou.

    No entanto, Santos acrescentou que, “por óbvio”, tanto ele quanto a Marília estão convictos da necessidade dessa condenação e que isso, realmente, representa a decisão justa para o caso. “É óbvio que a defesa vai ter outra visão, é obvio que a defesa vai pontuar de maneira distinta as colocações da acusação e da assistência da acusação, mas isso faz parte do jogo faz parte do estado democrático de direito, faz parte do devido processo legal como forma de passar visões distintas, que permitam que os jurados decidam o caso concreto da melhor maneira possível, da maneira mais equilibrada e sempre buscando aquela meta final que é a realização da justiça”, ressaltou.

    O QUE DIZ A DEFESA

    A defesa de Jonatan Klauck contesta a versão da denúncia feita pelo MP e alega que a morte foi acidental ou, se houve crime, este ocorreu sem a participação de Jonatan.

    O advogado Demetryus Grapiglia é o responsável pela defesa de Jonatan Klauck e disse que tem certeza absoluta da inocência do acusado. Grapiglia informou que existe um laudo técnico de um engenheiro mecânico que afirma que “o veículo incendiou, que o veículo colidiu e que o fogo não foi provocado por ação humana”. O advogado explica que este laudo aponta que o fogo no veículo teria iniciando dentro do compartimento do motor e não de fora para dentro. “Isso exclui a possibilidade de alguém ter despejado gasolina no carro”.

    De acordo com Grapiglia, a defesa possui alguns elementos que comprovam que não havia a mínima possibilidade de ter ocorrido homicídio. “Isso será soberanamente demonstrado de que não houve crime, não houve assassinato, não houve nada disso. O que houve foi, infelizmente, uma fatalidade, em que o veículo colidiu e acabou pegando fogo e a menina fatalmente faleceu”, afirmou.

    A defesa alega ainda que o acusado não tem participação no crime. “O Jonatan não tem qualquer tipo de participação. É um crime, um pecado o que está se fazendo com a vida desse menino, com a família desse menino que está sendo destruída com essa história toda”, ressaltou.

    Grapiglia voltou a mencionar que existem detalhes das provas técnicas que demonstram que não houve homicídio, “que houve sim uma fatalidade, um acidente. O que aconteceu naquele dia foi um acidente. E essa era a ideia inicial do inquérito policial de que tinha sido um acidente e lá pelas tantas isso mudou. Não sei se foi por causa do clamor público, a busca para uma explicação para a morte da vítima e se tomou um rumo diferente”.

    Encerrando o advogado reiterou que o carro colidiu e pegou fogo e isso levou a vítima a óbito.

    Confira as entrevistas dos dois advogados

    Priscila Nhoatto - Jornalismo Grupo Chiru
    No Ar: Corujão com . 00:00 - 06:00

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