Atualizado em 29/07/2025 às 11:48
Brasil sai do mapa da fome da ONU pela segunda vez
O Brasil saiu do Mapa da Fome da FAO, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 28 de julho, durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU, encontro que vai até esta terça em Adis Abeba, capital da Etiópia.
Segundo a FAO, isso significa que menos de 2,5% da população esteve em risco de subnutrição ou de falta de acesso à alimentação suficiente entre 2022 e 2024.
Nas redes sociais, o presidente Lula classificou o resultado como uma conquista histórica, que mostra que com políticas públicas sérias e compromisso com o povo, é possível combater a fome e construir um país mais justo e solidário.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, acompanhou em Adis Adeba a 2ª cúpula alimentar da ONU. Ele lembrou que sair do mapa da fome era o objetivo primeiro do presidente Lula ao iniciar o mandato em janeiro de 2023. "A meta era fazer isso até o final de 2026, mas cumprimos o objetivo em apenas dois anos. A saída do Brasil do Mapa da Fome é resultado de decisões políticas coordenadas pelo presidente Lula, que priorizaram a redução da pobreza, o estímulo à geração do emprego e renda, a valorização do salário mínimo, o apoio à agricultura familiar, o fortalecimento da alimentação escolar, o acesso a alimentação saudável", disse.
A saída do país do Mapa da Fome é resultado de decisões políticas do governo brasileiro que priorizaram a redução da pobreza, o estímulo à geração de emprego e renda, o acesso à alimentação saudável, o fortalecimento da alimentação escolar e o apoio à agricultura familiar, por meio de iniciativas como a retomada do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e a criação do Programa Cozinha Solidária, ambos operacionalizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Conforme o presidente da estatal, Edegar Pretto, de 2023 a 2024, foi investido R$ 1,04 bilhão na compra de 132 milhões de quilos de alimentos da agricultura familiar. “Essa comida chegou a quem mais precisa, diretamente na mesa das famílias em situação de vulnerabilidade e insegurança alimentar. A Conab também teve papel importante nas ações emergenciais. Só o povo Yanomami, que enfrentava grave desnutrição, já recebeu 160 mil cestas de alimentos, de um total de mais de 800 mil que a Conab operacionalizou. Atuamos no apoio a populações afetadas pela seca em estados como Amazonas, Pernambuco e Alagoas e pelas enchentes no Rio Grande do Sul. O trabalho da Conab foi essencial para essa grande conquista, que é ter o Brasil fora do Mapa da Fome outra vez”, destacou Pretto.
A Escala Brasileira de Insegurança Alimentar do IBGE também indica que até o final de 2023, o país retirou cerca de 24 milhões de pessoas da insegurança alimentar grave.
Wellington Dias destacou ainda que essa não foi a primeira vez que o Brasil saiu do mapa da fome da FAO. "Esta é a segunda vez que o governo do presidente Lula retira o país dessa condição. A primeira foi em 2014, após 11 anos de política consistente. No entanto, a partir de 2018, o desmonte de programas sociais fez o Brasil retroceder e retornar ao Mapa da Fome em 2021", salientou.
Acabar com a fome e a pobreza até 2030 foram objetivos traçados pela ONU em 2015, quando 600 milhões de pessoas estavam em insegurança alimentar no mundo. Mas, 7 anos depois, em 2022, esse número passou para 750 milhões.
Agora, com os dados divulgados nesta segunda, sabe-se que entre 2023 e 2024, cerca de 77 milhões de pessoas no planeta saíram da insegurança alimentar em relação a 2022.
*Com informações Rádio Agência e Ascom/Conab