Segurança
Publicado em 05/06/2025 às 17:51
Advogado condenado por apropriação indébita volta a ser preso em Passo Fundo
Ele foi condenado, em julho passado, a 96 anos de prisão e é alvo de nova operação contra lavagem de dinheiro
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Sul (GAECO/MPRS) prendeu, nesta quinta-feira, 5 de junho, em Passo Fundo, o advogado Maurício Dal Agnol, investigado por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro. A prisão preventiva foi decretada pelo Poder Judiciário a pedido do GAECO, no âmbito da Operação Barba Negra, deflagrada em maio no município do norte gaúcho. A ação contou com o apoio da Polícia Civil.
O advogado é alvo de mais de 200 processos e já possui condenações em primeira instância por apropriação indevida de valores obtidos em ações judiciais. Em uma das sentenças, foi condenado por lavagem de dinheiro.
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Em outra, foi condenado a pagar R$ 66 milhões por danos morais coletivos em nome dos clientes. No total, ele deve mais de R$ 230 milhões em ações individuais, segundo a Justiça.
Em 2014, a Polícia Federal revelou que Dal Agnol era proprietário de 950 imóveis – incluindo um em Nova York, avaliado em cerca de R$ 14 milhões – e de um jato particular no valor de R$ 20 milhões. Naquele mesmo ano, ele chegou a ficar preso por seis meses no Presídio Regional de Passo Fundo.
De acordo com o promotor de Justiça Diego Pessi, coordenador do 7º Núcleo Regional do GAECO – Planalto, responsável pelo pedido de prisão e pela operação, a medida visa preservar a ordem pública e econômica, assegurar a instrução do processo penal e garantir a aplicação da lei.
Durante o cumprimento dos mandados judiciais no mês passado, foram apreendidos aproximadamente R$ 4,7 milhões em dinheiro na residência e em um prédio de propriedade do advogado.
A Operação
A Operação Barba Negra investiga a apropriação indevida de valores provenientes de ações judiciais, seguida de ocultação e dissimulação da origem ilícita dos recursos. Segundo o MPRS, o esquema teria movimentado cerca de R$ 40 milhões, envolvendo a criação de empresas de fachada e o uso de terceiros para ocultar os valores desviados.
As investigações seguem em andamento, com análise de documentos e materiais apreendidos, além da coleta de depoimentos, com o objetivo de identificar outros delitos e aprofundar o rastreamento das movimentações financeiras suspeitas.
*Com informações MPRS e G1