Agro
Atualizado em 16/06/2025 às 17:00
Agricultores da região se reúnem em FW em busca da aprovação da securitização
Produtores das regiões Médio Alto Uruguai, Celeiro e Rio da Várzea participam da mobilização estadual
Desde as primeiras horas da manhã desta segunda-feira, 16 de junho, produtores rurais de diversas regiões do Rio Grande do Sul, como Médio Alto Uruguai, Celeiro e Rio da Várzea, se mobilizam em Frederico Westphalen em defesa da securitização das dívidas do setor agrícola.
A manifestação que iniciou na ERS-150 e se concentrou em frente a Catedral Santo Antonio durante a manhã, ocorre, neste momento, no entroncamento da BR-386 com a ERS-472, em Osvaldo Cruz, onde o trânsito está sendo interrompido a cada 15 minutos. Segundo os organizadores, não há previsão para o fim da mobilização, que deve continuar nos próximos dias até que haja uma resposta positiva do governo federal.
— Não estamos buscando anistia. Queremos a prorrogação das dívidas, como já foi feito em outras ocasiões. Daqui vou direto para Porto Alegre acompanhar a pauta na Famurs. Precisamos que os políticos se engajem na nossa causa — afirmou o agricultor Fábio Eckert, que tem percorrido o Estado para fortalecer o movimento.
Em Porto Alegre, os prefeitos do estado definem a adesão e as formas de apoio a mobilização. O Grupo Chiru está na sede da Famurs acompanhando este encontro.
Muitos produtores relembraram a última securitização, ocorrida no final dos anos 1990 e início dos anos 2000. Segundo Elbio Moura, de Erval Seco, foi essa medida que possibilitou sua permanência na atividade agrícola.
A mobilização faz parte de uma iniciativa estadual que busca pressionar o governo federal por ações concretas diante da crise no setor agropecuário, agravada por eventos climáticos extremos e pelo difícil acesso a crédito e seguros rurais.
Principais reivindicações dos agricultores
Suspensão imediata dos vencimentos de curto prazo junto a bancos, cooperativas e cerealistas;
Reestruturação das dívidas por meio da securitização proposta pelo Projeto de Lei nº 320/2025;
Revisão das regras dos programas Proagro e Pronaf, considerados restritivos ao crédito e à cobertura de perdas;
Valorização da produção agrícola.
Sobre o PL 320/2025:
O projeto em tramitação no Senado propõe transformar as dívidas dos produtores atingidos por adversidades climáticas em títulos públicos, com carência de três anos, juros de até 3% ao ano e prazo de pagamento de até 20 anos.