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  • Alunos de Vista Alegre participam pela primeira vez da Olimpíada Brasileira de Robótica

    A Escola Machado de Assis foi a única representante da rede municipal, competindo ao lado de instituições com tradição na área

    A Escola Municipal de Ensino Fundamental Machado de Assis, da Linha São Paulo, representou Vista Alegre pela primeira vez na Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), realizada no dia 11 de julho, em Carlos Barbosa. A participação marcou um importante avanço para o projeto de Robótica Educacional desenvolvido na instituição, que integra o ensino em tempo integral implantado neste ano.

    A equipe foi formada por quatro alunos do 6º ao 8º ano do Ensino Fundamental: Manuela Stein Turcatto (6º ano), Isadora Zibetti (6º ano), Guilherme Mattana Gaebrin (7º ano) e Vitor Botezini (8º ano). O grupo competiu na modalidade Resgate Nível 1.

    A disciplina de Robótica passou a integrar o currículo dos estudantes

    A disciplina de Robótica é recente na escola e passou a fazer parte do currículo obrigatório com a implantação do ensino em tempo integral. O professor Marcos Romitti destacou que a iniciativa surgiu da necessidade de proporcionar aos estudantes o contato com tecnologias mais presentes em grandes centros. “Entendemos que era o momento ideal para inserir uma disciplina permanente no currículo, oferecendo aos alunos oportunidades que muitas vezes estão restritas a escolas maiores. Mesmo sendo uma escola do campo, precisamos acompanhar essas transformações”, afirmou.

    Segundo o professor, os alunos se identificaram rapidamente com a proposta e se entusiasmaram com a possibilidade de construir um robô. No entanto, a robótica envolve muito mais do que a montagem: inclui raciocínio lógico, criatividade, trabalho em equipe, programação e matemática.

    A disciplina foi incorporada à rotina escolar há cerca de seis meses. Por isso, todos os estudantes estão no mesmo nível de aprendizagem. A expectativa é que, com o avanço nas séries, os alunos ampliem o domínio teórico e prático, chegando ao final do Ensino Fundamental com capacidade de desenvolver seus próprios projetos.

    A escola recebeu novos equipamentos para fortalecer o projeto, como computadores, impressora 3D, máquina de corte a laser e kits de robótica. De acordo com Romitti, parte das atividades envolve simulações em ambiente virtual para evitar danos aos equipamentos. “A gente começa com simulações no computador, acendendo LED, fazendo ligações com bateria e resistor, e depois evolui até a programação, utilizando microcontroladores para movimentar rodas e motores”, explicou.

    Sobre a Olimpíada Brasileira de Robótica

    Na etapa regional, participaram dez equipes, das quais apenas quatro avançariam à fase estadual. A Escola Machado de Assis foi a única representante da rede municipal, competindo ao lado de instituições com tradição na área e maior estrutura tecnológica.

    Para Romitti, a participação foi uma oportunidade importante de aprendizado. Mesmo em fase inicial, os alunos demonstraram interesse e dedicação. Para a competição, alguns conteúdos precisaram ser antecipados, e o grupo desenvolveu um robô em menos de um mês.

    Na prova, o robô deveria seguir uma linha demarcada no chão, superando obstáculos ao longo do percurso. Segundo o professor, o desempenho foi positivo diante do curto tempo de preparação. “Saímos com a certeza de que é possível evoluir. Com mais tempo, aprendizado e investimentos, podemos alcançar resultados ainda melhores”, avaliou.

    Investimentos na educação são investimentos no futuro

    A inclusão da robótica no currículo pode parecer, em um primeiro momento, distante da realidade de muitas escolas. No entanto, diante do avanço tecnológico, torna-se cada vez mais necessário preparar crianças e adolescentes para esse cenário.

    Para Romitti, investir em robótica é investir no futuro. “Estamos trabalhando não só com robótica, mas também com computação e informática. A tecnologia avança rapidamente, e o aluno que conclui o Ensino Fundamental com esse conhecimento estará mais preparado para lidar com essa realidade”, destacou.

    A experiência na competição reforçou o interesse dos estudantes pela área. O contato com outras equipes, projetos e soluções despertou ainda mais a motivação para evoluir e retornar às próximas edições da OBR mais preparados.

     

    Beatriz Vieira - Jornalista Grupo Chiru
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