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Atualizado em 25/12/2020 às 20:20
Argentina volta a barrar entrada de brasileiros até 8 de janeiro
Outros países vizinhos também ficarão vetados por causa da mutação do coronavírus e do aumento de casos
O governo da Argentina anunciou que, a partir desta sexta-feira, 25 de dezembro, cidadãos de nações limítrofes, incluindo brasileiros, não poderão mais ingressar no país. As mudanças nos procedimentos para a entrada de visitantes estrangeiros e de argentinos que tenham viajado ao Exterior foram motivadas pelo aumento no número de casos da doença e pela identificação de mutações do vírus Sars-CoV-2, causador da Covid-19. As novas regras valem pelo menos até 8 de janeiro, quando serão revistas.
No final de outubro, a Argentina havia voltado a permitir a entrada de estrangeiros de países vizinhos (Brasil, Chile, Uruguai, Bolívia e Paraguai). A liberação serviu como um teste para receber turistas internacionais, mas os visitantes só puderam circular pela região de Buenos Aires.
Outra determinação é a apresentação de um teste negativo para Covid-19 do tipo RT-PCR, feito com até 72 horas de antecedência, para todos os argentinos que regressarem ao país e que também precisarão cumprir sete dias de isolamento social. Antes, cidadãos argentinos podiam optar por uma das duas ações.
A Latam, uma das companhias com voos do Brasil para a Argentina, informou que os passageiros "devem consultar antes de seu voo as constantes atualizações das exigências do país de destino da sua viagem, observando as regras e restrições para o seu embarque", e que mantém seu site atualizado para consulta.
A Argentina também suspendeu os voos com destino e vindos da Itália, Dinamarca, Holanda e Austrália e mantém restrição semelhante com o Reino Unido, devido ao surgimento das novas cepas do coronavírus que seriam mais contagiosas.
O governo argentino espera iniciar uma campanha de vacinação nos próximos dias, com a chegada do primeiro lote do imunizante russo Sputnik V, autorizado pela administração de medicamentos argentina com base na fase 3 de testes realizados na Rússia e sem a necessidade de ensaios clínicos adicionais.
A Argentina é o primeiro país da América Latina a endossar o Sputnik V. Também está negociando a compra da vacina do laboratório Pfizer e aguarda a da AstraZeneca. Além disso, integra o mecanismo Covax da Organização Mundial da Saúde.
* Fonte: GaúchaZH