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Atualizado em 03/02/2016 às 13:53
Aumento de consumo e da alíquota do ICMS deixam contas de energia mais caras em janeiro
As contas de energia elétrica ficaram mais caras para os consumidores do Rio Grande do Sul no mês de janeiro. Isso aconteceu devido ao aumento de consumo, com o calor intenso das últimas semanas, e com o aumento das alíquotas do ICMS, estipulados pelo Governo do Estado. Outras tarifas, como a do acréscimo de bandeira vermelha, também contribuíram para contas mais salgadas. Em Palmitinho, após receber as tarifas, consumidores reclamaram nas redes sociais, e descreveram a insatisfação no aumento de impostos. Na casa da médica, Maria Angélica Albarello, moram mais três pessoas e o aumento foi sentido no bolso. Entre o mês de novembro e janeiro deste ano houve um aumento de mais de R$ 100 na fatura. Ela conta que algumas medidas já são adotadas pela família para diminuir o consumo, como desligar todos os eletrodomésticos que não estão em uso, lavar roupas apenas duas vezes na semana e aquecimento solar para água do chuveiro. Os irmãos Everton Bonafé e Humberto Bonafé, são proprietários de uma empresa em Palmitinho. Segundo eles em janeiro de 2015 a fatura de energia elétrica, ficava perto de R$ 200, gastando em média 380kWh. Um ano depois o valor dobrou e o consumo pouco subiu. A Rio Grande Energia, responsável pela distribuição em Palmitinho, relatou à imprensa que " a partir do dia 1º de janeiro de 2016 todas as empresas distribuidoras de energia elétrica do Rio Grande do Sul estão obrigadas a cobrar de seus clientes as novas alíquotas do ICMS. Projeto do Governo do Estado foi aprovado em setembro pela Assembleia Legislativa, determinando alteração nas alíquotas de clientes residenciais, comerciais e industriais". Com isso as alíquotas para consumidor residencial até 50 kW e rural fora as únicas a não sofrer alterações. Para consumidor residencial acima de 50 kW – passou de 25% para 30%; comercial – passou de 25% para 30%; industrial – passou de 17% para 18%. Com isso houve um aumento significativo dos impostos, "uma conta de R$ 100, por exemplo, passará a ser de R$ 107,71. Isto é, a cada R$ 100 de consumo haverá um aumento de R$ 7,71 para o consumidor residencial", concluiu a RGE. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu ontem, dia 2, em R$ 12,94 bilhões o valor da cota da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) que deverá ser paga pelos consumidores por meio da tarifa de energia em 2016. O montante é 31,5% menor do que o pago no ano passado pelos consumidores. No final de fevereiro foram alterados os valores das bandeiras tarifárias. Em fevereiro continua valendo a bandeira vermelha, mas terá um patamar intermediário, mais barato, de R$ 3,50 para cada 100 kWh. O patamar mais caro foi mantido em R$ 4,50 para cada 100 kWh. O valor da bandeira amarela também vai cair de R$ 2,50 para R$ 1,50 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, redução de 40%. Estas ações devem reduzir o valor das contas. Poliana Grudka- Jornalismo Grupo Chiru Comunicações