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Atualizado em 20/11/2025 às 11:22
Black Friday deve movimentar R$ 5,4 bilhões no comércio do país
Maior fatia ficará com hiper e supermercados, prevê CNC
O comércio deve receber volume recorde de R$ 5,4 bilhões com a Black Friday deste ano, temporada de compras que terá como marco a sexta-feira da próxima semana, 28 de novembro. A estimativa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
A projeção da CNC representa crescimento de 2,4% em comparação com o ano passado (R$ 5,27 bilhões), já descontada a inflação do período.
A Black Friday já é a quinta data mais importante para o comércio, ficando atrás do Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais.
Os setores que podem ter maiores vendas são:
- hiper e supermercados: R$ 1,32 bilhão
- eletroeletrônicos e utilidades domésticas: R$ 1,24 bilhão
- móveis e eletrodomésticos: R$ 1,15 bilhão
- vestuário, calçados e acessórios: R$ 950 milhões
- farmácias, perfumarias e cosméticos: R$ 380 milhões
- livrarias, papelarias, informática e comunicação: R$ 360 milhões
Influências
Ao apontar motivos para o volume recorde, a CNC lembra que a economia brasileira tem vivenciado desvalorização do dólar (que deixa produtos importados mais baratos), perda de força da inflação e crescimento de emprego e renda média do trabalhador.
A taxa de desemprego no país alcançou 5,6% no trimestre encerrado em setembro, o nível mais baixo já apurado pela série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2002.
Por outro lado, a CNC aponta fatores que impedem um crescimento ainda maior nas vendas: o nível elevado dos juros e o patamar de famílias endividadas.
Descontos
A CNC fez um acompanhamento diário de 150 preços de itens de 30 categorias para medir os descontos médios. O levantamento aponta que 70% delas revelaram “elevado potencial de redução”, quando o preço já acusava tendência de queda superior a 5%.
Os maiores descontos ficaram com as seguintes categorias:
- Papelaria: 10,14%
- Livros: 9,02%
- Joias e Bijuterias: 9,01%
- Perfumaria: 8,20%
- Utilidades Domésticas: 8,18%
- Higiene Pessoal: 8,11%
- Moda: 7,82%
- História
Cuidados
A temporada de promoções e apelo de vendas é acompanhada por armadilhas de golpistas e fraudadores, o que exige atenção dos consumidores. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, disponibiliza um guia para diminuir a chance de ser enganado.
Confira algumas orientações:
Desconfie de descontos irreais: promoções podem esconder preços inflados previamente. É possível acompanhar e comparar os valores dos produtos desejados ao longo do tempo, usando ferramentas on-line
Cheque a reputação da loja: especialmente em plataformas desconhecidas, pesquise em sites de reclamações
Atenção à entrega e aos reembolsos: verifique os prazos e políticas antes de fechar a compra
Prefira sites seguros: veja se o endereço começa com "https" e se há um cadeado ao lado do URL (endereço virtual)
Direito de arrependimento: compras on-line têm até sete dias para arrependimento com reembolso total
Caso suspeite de propaganda enganosa ou se sinta lesado em uma compra, denuncie no portal consumidor.gov.br ou no Procon do seu estado.
*Com informações de Agência Brasil