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  • Candidato a prefeito em FW em 2024 é condenado pela Justiça Eleitoral. Ele nega acusações e diz não haver provas

    Ex-vice-prefeito do município, João Francisco Vendruscolo ficará inelegível por oito anos. Em vídeo nas redes sociais, ele diz não haver provas e reforça fé na Justiça. MDB também se manifesta.

    Em decisão de primeira instância, a Justiça Eleitoral condenou o candidato a prefeito de Frederico Westphalen na eleição de 2024, o ex-vice-prefeito João Francisco Vendruscolo (MDB), em caso que envolve abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio, a chamada compra de votos. A condenação foi publicada nesta segunda-feira, 14 de julho.

    Segundo o Ministério Público (MP) Eleitoral, autor da denúncia, foram constatados 78 abastecimentos em um posto de combustíveis de FW. Conforme o MP, o estabelecimento seria ligado ao candidato e o fato teria ocorrido no dia 5 de outubro de 2024, véspera da eleição.

    Ainda de acordo com o MP Eleitoral, a investigação realizada pelo órgão e pela Polícia Civil mostrou que o então candidato “realizou massiva distribuição de vales-combustível em troca de voto e apoio político a sua coligação” Ao menos 201 vales-combustível, totalizando 1.407 litros de combustível, teriam sido distribuídos, conforme o MP.

    Com a sentença, Vendruscolo está inelegível por oito anos e deve pagar multa no valor de R$ 20 mil.

    Segundo o promotor eleitoral Thiago Luís Reinert, responsável pela investigação, "trata-se de decisão paradigmática, que reconhece não apenas o trabalho realizado pelas instituições e órgãos que atuaram para garantir a lisura e a higidez do pleito eleitoral, mas também a necessidade de exemplar punição àqueles que atentam contra os princípios e valores democráticos".

    Vendruscolo foi vice-prefeito em FW entre 2021 e 2024, ano em que decidiu concorrer a prefeito. Ele também foi vereador no município entre 2017 e 2020.

    Ex-candidato diz não haver provas e reforça fé na Justiça

    Em vídeo publicado no fim da tarde de terça-feira (15) em suas redes sociais, Vendruscolo nega que tenha participado dos atos ilegais elencados pelo MP. "Na eleição de 2024, fiz aquilo que sempre acreditei: uma campanha limpa, baseada no diálogo e nas ideias. Por isso, recebo com perplexidade a sentença que me condena por um ato do qual nunca participei, nem autorizei e sequer tive conhecimento", escreveu.

    Ele acrescentou ainda que "a distribuição de combustível para carreata é legal, segundo o TSE", e que não existem provas diretas contra ele. "Ainda assim, fui responsabilizado por algo que foge completamente da minha conduta e dos meus princípios", menciona.

    O ex-candidato disse ainda ter profundo respeito pela Justiça Eleitoral, e que segue acreditando que "a verdade há de prevalecer".

    Veja o comunicado completo de João Vendruscolo nas redes sociais

    "Ao longo da minha trajetória política, sempre atuei com seriedade, respeito e responsabilidade.
    Fui vereador, vice-prefeito e, em todas as funções que exerci, preservei a ética e o compromisso com o bem público.

    Na eleição de 2024, fiz aquilo que sempre acreditei: uma campanha limpa, baseada no diálogo e nas ideias.
    Por isso, recebo com perplexidade a sentença que me condena por um ato do qual nunca participei, nem autorizei e sequer tive conhecimento.

    A distribuição de combustível para carreata é legal, segundo o TSE.

    Não há nos autos nenhuma prova direta que me aponte. Nenhuma imagem, áudio ou testemunha.
    Ainda assim, fui responsabilizado por algo que foge completamente da minha conduta e dos meus princípios.

    Tenho profundo respeito pela Justiça Eleitoral.
    E é justamente por confiar nas instituições que sigo acreditando que a verdade há de prevalecer.

    Dói perceber como tem se tornado cada vez mais difícil colocar o nome à disposição da comunidade.

    Sigo de cabeça erguida.
    Com a consciência tranquila de quem sempre fez a coisa certa.
    E com a serenidade de quem acredita que a justiça, quando é justa, nunca falha."

    Em nota, MDB contesta decisão, alega falta de provas e defende Vendruscolo

    O partido de Vendrsucolo, o MDB de Frederico Westphalen, divulgou nota à imprensa sobre o caso. O comunicado é assinado pelo presidente, Jacques Douglas de Oliveira.

    A diretoria do partido diz reafirmar o respeito à Justiça Eleitoral, mas contesta a decisão judicial, afirmando que a condenação "ocorreu mesmo sem a existência de qualquer prova direta que o vincule aos fatos narrados".

    O partido menciona que a campanha de 2024 foi conduzida de maneira "limpa, propositiva e respeitosa" e defende a imagem do ex-vice-prefeito. "Nosso ex-candidato possui uma trajetória construída com trabalho sério, íntegro e sempre voltado ao desenvolvimento da cidade que o viu crescer".

    Ainda, menciona a necessidade de revisão da condenação, citando incoerência no julgamento que absolveu o então candidato a vice-prefeito. "Ademais, a incoerência na condução do julgamento, com a absolvição do candidato a vice-prefeito da mesma chapa, reforça a necessidade de revisão da sentença em instância superior".

    "NOTA OFICIAL – MDB de Frederico Westphalen/RS

    A direção do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) de Frederico Westphalen/RS vem, por meio desta nota, manifestar-se publicamente a respeito dos recentes acontecimentos envolvendo o nome do ex-candidato João Francisco Vendruscolo, figura amplamente conhecida por sua trajetória honrada e pelo compromisso com os valores democráticos e republicanos.

    No pleito de 2024, conduzimos uma campanha limpa, propositiva e respeitosa, que conquistou mais de 8 mil votos pelo diálogo, pela confiança e pelo compromisso com o bem comum. Nosso ex-candidato possui uma trajetória construída com trabalho sério, íntegro e sempre voltado ao desenvolvimento da cidade que o viu crescer.

    Na última segunda-feira, dia 14 de julho de 2025, foi proferida uma sentença pela Justiça Eleitoral atribuindo ao Sr. João Vendruscolo a suposta prática de captação ilícita de votos, relacionada à alegada entrega de vales-combustível na véspera da eleição. Tal condenação ocorreu mesmo sem a existência de qualquer prova direta que o vincule aos fatos narrados.

    O MDB reafirma seu respeito às instituições e à Justiça Eleitoral, mas não pode deixar de registrar sua preocupação diante de uma decisão que, ao nosso ver, carece de elementos concretos que justifiquem a imputação de conduta ilícita ao referido filiado.

    É de conhecimento público que a campanha de 2024 foi conduzida de maneira limpa, propositiva e respeitosa, sem qualquer episódio que maculasse a imagem do partido ou de seus representantes. O próprio processo eleitoral demonstrou isso, com a aprovação das contas eleitorais sem ressalvas.

    A decisão de primeira instância, que atribui ao Sr. João Vendruscolo a prática de captação ilícita de votos, não apresentou, até o momento, qualquer prova robusta ou direta de sua participação nos fatos descritos. A ausência de vídeos, áudios, imagens ou testemunhos que confirmem sua atuação ativa ou conhecimento prévio sobre os atos apontados revela a fragilidade da conclusão adotada.

    Ademais, a incoerência na condução do julgamento, com a absolvição do candidato a vice-prefeito da mesma chapa, reforça a necessidade de revisão da sentença em instância superior.

    O MDB de Frederico Westphalen acredita firmemente que a verdade prevalecerá e que a justiça será feita.

    Por fim, expressamos nosso apoio irrestrito ao amigo e companheiro João Francisco Vendruscolo, reafirmando nossa confiança em sua idoneidade, sua conduta ética e seu compromisso com a cidade de Frederico Westphalen.

    Seguimos firmes na defesa de uma política séria, transparente e comprometida com o bem comum.

    Frederico Westphalen/RS, 15 de julho de 2025.

    JACQUES DOUGLAS DE OLIVEIRA

    Presidente"

     

     

    ***Notícia atualizada às 21h13min de terça-feira, 15

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