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Atualizado em 07/11/2025 às 14:48
China suspende proibição de compra de carne de frango do Brasil
ABPA e Asgav elogiaram trabalho "de excelência diplomática do Governo Brasileiro" junto às autoridades chinesas, mas ainda aguardam resolução em relação a outro impasse.
A China suspendeu a proibição de compra de carne de frango brasileira, medida adotada em maio após o primeiro registro de contaminação por gripe aviária, em uma granja comercial no município gaúcho de Montenegro.
O comunicado da suspensão, feito pela administração das alfândegas chinesas nesta sexta-feira, 7 de novembro, foi confirmado e comemorado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que creditou o resultado à “competência técnica e diplomática do Brasil”.
“A suspensão ocorreu no contexto do único foco registrado – e que já foi totalmente superado – de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) na produção comercial de carne de frango do Brasil”, recorda a nota da associação.
A suspensão da compra do produto, pela China, foi anunciada em maio, quando o país era, segundo a associação, o maior comprador da carne de frango brasileira, com embarques de 562,2 mil toneladas em 2024, cerca de 10,8% do total.
“Até maio [de 2025], mês da ocorrência de IAAP, a China era a maior importadora de carne de frango do Brasil. Apenas entre janeiro e maio, o país havia importado 228,2 mil toneladas de carne de frango (10,4% do total exportado pelo Brasil até então), gerando receita de US$ 545,8 milhões”, detalhou a ABPA, após o anúncio da suspensão chinesa.
No dia 18 de junho, o Brasil se declarou livre da doença após a desinfecção da granja afetada e não ter registrado nenhum outro caso pelo prazo de 28 dias.
Em setembro, foi a vez de a União Europeia reconhecer que o país estava livre da doença, permitindo a retomada das exportações para o bloco.
“Gradativamente, todos os grandes importadores de carne de frango retomaram as compras. Hoje, a China, último grande importador de carne de frango fechado, reabriu seus portos para o produto brasileiro”, comemorou nesta sexta-feira a ABPA.
Segundo a entidade, “as autoridades brasileiras dedicaram amplos esforços diplomáticos para o restabelecimento do fluxo comercial dos mercados suspensos”, afirmou, em tom elogioso dirigido ao ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, seu secretariado, bem como ao Planalto e ao Itamaraty.
“Houve um amplo e altamente profissional trabalho de negociação neste processo, que incluiu a renegociação de certificados sanitários para evitar suspensões totais de países em eventuais novas ocorrências”, acrescentou ao afirmar que a reabertura “coroa o sucesso” dessas ações.
Associação Gaúcha de Avicultura elogia trabalho do governo
Em nota conjunta com a ABPA, a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) disse que o governo brasileiro fez um "trabalho de excelência diplomática junto às autoridades chinesas, que resultaram na reabertura total do Brasil para as exportações de carne de frango para a China".
O texto ainda menciona outro impasse que segue aberto, as restrições chinesas ao frango brasileiro em decorrência da Doença de Newcastle, registrada em agosto de 2024. Segundo as associações, a ocorrência já foi superada pelo setor e pelo país, mas continua a impedir os exportadores do Rio Grande do Sul de embarcarem produtos para o mercado chinês.
"Neste sentido, o setor espera o justo restabelecimento do fluxo de exportações, respaldado pela superação das tratativas técnicas que envolvem o tema", finalizam as entidades, na nota.
Confira a nota na íntegra
NOTA SETORIAL
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV) reafirmam o trabalho de excelência diplomática realizada pelo Governo Brasileiro junto às autoridades chinesas, que resultaram na reabertura total do Brasil para as exportações de carne de frango para a China no que diz respeito às suspensões decorrentes do foco já resolvido de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) na produção comercial.
Ao mesmo tempo, as entidades representativas do setor confiam na superação das tratativas para a ocorrência já superada pelo setor e pelo país em relação à ocorrência de Doença de Newcastle – situação de agosto de 2024, que continua a impedir os exportadores do Rio Grande do Sul de embarcarem produtos para o mercado chinês.
A ABPA e a ASGAV respeitam o entendimento das autoridades chinesas em relação a este processo, ao mesmo tempo em que acreditam que, com as questões sanitárias e todas as respostas técnicas já apresentadas pelo setor e pelo Governo Brasileiro, o estado está apto a seguir como parceiro do mercado chinês no auxílio ao suprimento de produtos avícolas com excelência. Neste sentido, o setor espera o justo restabelecimento do fluxo de exportações, respaldado pela superação das tratativas técnicas que envolvem o tema.
*Com informações da Agência Brasil e da Asgav.