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  • Cigres terá braço de atuação em pavimentações asfálticas com economia para municípios

    Consórcio ofertará soluções para pavimentação de ruas e estradas rurais com baixo custo, mas não pretende concorrer com empresas de asfaltamento.

    O Consórcio Intermunicipal de Gestão de Resíduos Sólidos (Cigres), referência em serviços de coleta, reciclagem e destinação de resíduos na região, está perto de abrir uma nova frente de atuação: atividades de pavimentação. A proposta foi oficializada na quinta-feira, 20 de novembro, e prevê que o consórcio passe a fornecer tais serviços a um custo baixo, com foco em pavimentações de estradas rurais e trechos urbanos de fluxo regular.

    A ideia surgiu na Associação dos Municípios da Zona da Produção (Amzop), presidida pelo prefeito de Seberi, Adilson Balestrin. Ele e uma comitiva de prefeitos da Amzop e integrantes do Cigres foram recentemente até o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Regional (Conder), sediado em São Miguel do Oeste-SC, que já realiza esse e outros serviços. O anúncio oficial da nova frente de trabalho do Cigres foi feito durante a última assembleia de prefeito da Amzop, ocorrida em Novo Barreiro, durante a Feimate.

    A proposta original é a aquisição de um caminhão multidistribuidor de agregados, que produz asfalto a frio. O caminhão passa pelo trecho onde se deseja pavimentar e distribui o material da camada asfáltica, contendo a brita e pó de brita já envolvida na mistura asfáltica.

    Tudo é preparado em um equipamento instalado no próprio caminhão, sem a necessidade de outros veículos. Em seguida, um rolo compactador passa pela via e conclui o trabalho. O Consórcio de Municípios do Norte do Rio Grande do Sul (Comunors) recentemente fez a aquisição de um caminhão deste tipo.

    Novo serviço mira agilidade e redução de custos

    Em entrevista ao programa Em Pauta do Grupo Chiru na manhã desta segunda-feira, 24 de fevereiro, oo presidente do Cigres e prefeito de Novo Tiradentes, Luiz Carlos Benedetti, o Caio, disse que a entrada do consórcio na área de infraestrutura busca solucionar entraves históricos dos municípios, como o alto custo do asfalto e a dificuldade operacional para executar pavimentações menores ou emergenciais.

    "O propósito não é concorrer com empresas. É ampliar a infraestrutura regional onde hoje não é viável contratar asfalto quente", afirma Caio. O presidente do Cigres acrescenta que o metro quadrado do asfalto quente custa cerca de R$ 120. Com o novo modelo, o valor pode cair para R$ 30 a R$ 37, conforme as experiências observadas no Oeste de Santa Catarina.

    No Conder, o sistema atende tanto ruas urbanas quanto estradas do interior. Segundo o Cigres, um trecho visitado pelos prefeitos, executado há mais de um ano, permanece em condições consideradas excelentes. "Claro que não é a mesma coisa que um asfalto a quente. Mas é uma alternativa mais barata e com boa durabilidade, especialmente para vias com tráfego leve ou médio", destaca Caio.

    Adesão deve ultrapassar 30 municípios

    O Cigres reúne 31 municípios, mas a nova linha de atuação também deve atender cidades da Amzop que atualmente não fazem parte do consórcio de resíduos. A adesão, porém, será voluntária. "Pode ser que sejam 30 municípios, pode ser que sejam 20. Vai depender do interesse de cada prefeito. E também daquilo que for decidido na assembleia", explica o presidente.

    Parte dos recursos para aquisição do caminhão multidistribuidor virá da consulta popular, em um pedido que foi encabeçado pela Amzop e ficou entre as demandas votadas pela região, totalizando cerca de R$ 668 mil.

    A previsão é de que a proposta seja votada pela assembleia do Cigres entre os dias 12 e 15 de dezembro. Na data, também serão decididos detalhes sobre o serviço, como o modelo de uso do caminhão, a possibilidade de compra de outro caminhão ou até a ampliação do serviço, com um possível projeto futuro de implementação de uma usina de asfalto a quente.

    Por enquanto, caso a nova frente de produção de aslfato a frio seja aprovada, o Cigres iniciará a contratação de equipe técnica, definição de modelos de operação e padronização dos projetos de pavimentação. "O consórcio é dos municípios. Se essa for a vontade dos prefeitos, estamos prontos para avançar. É uma oportunidade de fazer mais infraestrutura com muito menos custo", conclui o presidente.

    Cigres também estuda atuar no licenciamento ambiental

    O presidente confirmou ainda que o consórcio pode assumir, a partir de 2025, parte dos processos de licenciamento ambiental hoje conduzidos pela Fepam. A ideia atende a uma provocação antiga do Ministério Público e busca reduzir prazos, considerados longos pelos municípios. "Para uma cidade pequena, montar equipe multidisciplinar é inviável. No consórcio, isso se torna possível", explica.

    *Elaborado com apoio de ferramentas de IA

    João Victor Cassol - Jornalista Grupo Chiru
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