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Atualizado em 23/04/2025 às 06:25
Condenada pela morte do menino Bernardo é encontrada morta na prisão
Polícia Penal confirmou a morte de Edelvânia Wirganovicz nesta terça-feira, 22 de abril
Edelvânia Wirganovicz, 51 anos, condenada pela morte de Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, foi encontrada morta nesta terça-feira, 22 de abril, no Instituto Penal Feminino de Porto Alegre, segundo a Polícia Penal.
A mulher era amiga da madrasta de Bernardo, Graciele Ugulini. Ela admitiu o crime, que aconteceu em abril de 2014, no município de Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul, e apontou o local onde a criança foi enterrada.
De acordo com a Polícia Penal, "ela foi encontrada com sinais de enforcamento e os indícios preliminares apontam para que a própria apenada tenha cometido o ato".
Edelvânia estava cumprindo o regime semiaberto após ter a prisão domiciliar revogada em fevereiro de 2025. A mulher foi condenada, em 2019, a 22 anos e 10 meses de reclusão por delitos de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Em 2023, uma decisão do juízo da 2ª Vara de Execuções Criminais da comarca de Porto Alegre, determinou que Edelvânia utilizasse tornozeleira eletrônica em razão da falta de vagas no sistema prisional.
Nota da Polícia Penal
"A Polícia Penal informa que a apenada Edelvania Wirganovicz, que cumpria pena no regime semiaberto no Instituto Penal Feminino de Porto Alegre, foi encontrada sem vida durante a tarde desta terça-feira (22).
Ela foi encontrada com sinais de enforcamento e os indícios preliminares apontam para que a própria apenada tenha cometido o ato. A Polícia Civil e o Instituto Geral de Perícias foram acionados para investigar o fato e as causas do óbito. A Corregedoria-Geral do Sistema Penitenciário também acompanha a apuração do caso."
Relembre o caso
Bernardo Boldrini desapareceu em 4 de abril de 2014, em Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul, e teve seu corpo encontrado 10 dias depois no município de Frederico Westphalen.
O atestado de óbito diz que a morte do menino ocorreu no dia 4 de abril de "forma violenta", segundo a família materna. O documento não apontou a causa da morte, mas o texto diz que teria sido de forma violenta e que o corpo estava "em adiantado estado de putrefação".
*Com informações G1 RS