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Publicado hoje às 10:19
Conteúdos falsos com IA apresentam crescimento de 308% entre 2024 e 2025
Estudo mostra o crescimento do uso da ferramenta para conteúdos políticos
A divulgação de conteúdos falsos criados com inteligência artificial (IA) mais que triplicou entre 2024 e 2025 no Brasil, registrando um crescimento de 308%. O dado foi apresentado no primeiro Panorama da Desinformação no Brasil, estudo inédito do Observatório Lupa, divulgado nesta quinta-feira, 5 de fevereiro, que mapeia tendências, alvos e principais táticas de desinformação.
Foram analisados qualitativamente e quantitativamente os 617 conteúdos verificados pela agência em 2025, comparando-os aos 839 conteúdos de 2024. Conforme o panorama, deepfakes e outras peças de desinformações geradas com IA passaram de 39 casos em 2024 para 159 em 2025. Isso representa um aumento de 120 casos.
As deepfakes são tecnologias que permitem que rostos e vozes sejam alteradas em vídeos, por exemplo, o que pode gerar um conteúdo com informações falsas.
Sobre o estudo
Segundo a edição de estreia do estudo, que será anual, há uma mudança estrutural no ecossistema desinformativo. A pesquisa mostra que em 2024 a IA era usada majoritariamente para a aplicação de golpes digitais usando a imagem de famosos em sites fraudulentos. Já em 2025, a tecnologia passou a ser usada estrategicamente como arma política, mostrando que 45% dos conteúdos produzidos tinham viés ideológico.
O estudo também identificou que mais de três quartos dos vídeos e imagens com IA, em 2025, exploraram a voz ou a imagem de pessoas conhecidas, principalmente de lideranças políticas. O levantamento apontou 36 ocorrências com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 33 com o ex-presidente Jair Bolsonaro e 30 com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Redes sociais
Conforme o estudo, o uso do WhatsApp para difusão de desinformação caiu de quase 90%, em 2024, para 46%, em 2025. Na análise do Observatório Lupa, isso não significa que as fakes diminuíram por lá, mas sim que, agora, há maior dispersão de plataformas.
Para além do Facebook, Instagram, Threads, WhatsApp e X, que já eram populares, também passaram a ter mais relevância na disseminação de fakes o Kwai, e o Tiktok, ambas redes sociais de vídeos curtos.
*Com informações da Agência Brasil