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Atualizado em 31/03/2015 às 16:26
[Crônica Esportiva] O PREÇO DA JUVENTUDE
Quem dera se todos nós nascêssemos dotados de toda a inteligência e sabedoria possível, ou se já pudéssemos prever as dificuldades da vida. Sabemos, não funciona assim. A cada dia que passa montamos projetos, buscamos o além, enfrentamos situações em que talvez nem imaginássemos, mas seguimos evoluindo. E no futebol não é diferente. Clubes nascem, se aperfeiçoam, acostumam-se com novos ares, tudo dentro de uma ciclo normal. Essa é a parte natural das coisas e não se pode alterar este contexto, pois hoje se está bem aqui, amanhã o destino pode nos reservar surpresas, e vice-versa. A DÍVIDA MORAL É difícil julgar uma direção que foi tão honesta e usou da dignidade na sua primeira contratação. Talvez, mais do que pagar a classificação à Série A, o clube acreditou no trabalho daquele que proporcionou o êxtase aos frederiquenses. Se subiu, poderia muito bem manter o time, pelo menos. Infelizmente isso ficou na teoria, e todos nós sabemos que foi um tanto errôneo, para a campanha do União, manter o técnico da Divisão de Acesso. Ou melhor, ele até poderia ser preservado, mas as suas escolhas por parte de plantel realmente foram bastante discutíveis, e talvez seja este o porquê das críticas. O PLANTEL Como referi já no item acima, o grande defeito da equipe foram os jogadores mal escolhidos. Por isso a culpa recai um pouco sobre Bandeira e, enfim, a todos que compactuaram com estas contratações. É inegável que muitos dos que foram trazidos não possuem o mínimo de condições de disputarem uma Série A, ainda mais em um campeonato tão difícil e disputado. Poucos mostraram talento e capacidade a nível de primeira divisão. Pouquíssimos POUCAS OPÇÕES, LESÕES E ERROS NA ESCALAÇÃO A primeira escalação do União foi um tradicional 4-4-2 de Rodrigo Bandeira, com os seguintes nomes: Nícolas; Régis, Marcelão, Fred e Ronaldinho Gramadense; Jonas, Jovani, Adílson e Jéfferson; Paulinho Macaíba e Josiel. Este foi o time contra o Internacional (5-3-2), neste domingo: Lúcio; Thomas, Talis, Fred, Eli Oséias e Wilian Bones; Almir, Jéfferson e Lenílson; Aldair e Josiel. Notem a diferença de postura e de mudança de peças durante a competição. Talvez, as boas contratações realizadas ao longo do Gauchão deveriam ter sido feitas anteriormente, logo para o início da pré-temporada. Mas entra também uma questão de mau aproveitamento de atletas. Creio que dentro das possibilidades e dos nomes que o União tinha e tem este último é realmente o time ideal. Mas, gostaria de entender o fato de Eli Oséias, Lúcio, Wilian Bones, Thomas não terem sido titulares desde o início da temporada. Erro técnico grave. Paulinho Macaíba foi uma perda valorosa logo na 2ª rodada, mas Jéfferson decepcionou a todos com seu futebol burocrático, assim como Josiel que ao invés de empilhar gols, o fez em chances perdidas. Lenílson não pode vir por lesão, Aldair chegou tarde demais, Talis então, nem se fala. Ah! Se o futuro pudesse ser previsto. FALTA DE RITMO E ENTROSAMENTO Por mais incrível que pareça, o União só repetiu uma vez a mesma equipe neste Gauchão e foi depois da vitória contra o Juventude. Em seguida já estava alterando as peças novamente. Isto com certeza afetou no entrosamento e dificultou o trabalho dos dois treinadores que comandaram a equipe. TROCA DE TREINADOR Já que Rodrigo Bandeira havia participado da escolha dos jogadores, mesmo que erroneamente, deveria ter a oportunidade de trabalhar com os reforços. Beto Almeida chegou desamparado, sem conhecer ninguém e sabendo da responsabilidade. Não adiantou em nada. O JOGO Bom, sobre a partida, a única surpresa foi a vitória magra do Internacional. Era uma utopia escapar do rebaixamento justo contra os colorados. Mas ainda sim há o destaque incontestável do goleiro Lúcio. Sem dúvida, vai ser contratado por algum clube maior, por ter sido tão importante durante o Gauchão e ter evitado desastres maiores. Eli Oséias é outro que deve ter um sucesso breve, e assim também por parte de Lenílson, um guerreiro lutadando com o toco da espada. Agora é esperar o Veranópolis, talvez algum incentivo financeiro vindo de adversários, pois o jogo será cinzento, sem graça e derradeiro para o nosso Leão da Colina. Se a ascensão foi ligeira, a decepção foi na velocidade da luz. Eduardo Krais/ Jornalismo - Grupo Chiru Comunicações