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  • Dom Antonio é denunciado pelo MP por abuso sexual

    Decisão foi tomada 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RS

    O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul acolheu denúncia de abuso sexual contra o bispo da Diocese de Frederico Westphalen, dom Antonio Carlos Rossi Keller. A decisão foi tomada na quinta-feira, 3 de fevereiro, depois de voto favorável de três desembargadores da 7ª Câmara Criminal. A informação foi divulgada pela GaúchaZH nesta sexta-feira, 4 de fevereiro.

    Ainda em 20 de dezembro de 2021 em uma extensa reportagem – intitulada Silêncio na Igreja –, o site The Intercept Brasil relata os fatos que teriam ocorrido entre agosto de 2008 e fevereiro de 2010. O conteúdo produzido pelo jornalista Matheus Chaparini destacava que a denúncia foi feita em uma carta redigida por sete padres da diocese. A carta relatava que dom Antonio abusava de meninos “menores de idade ligados à igreja”.

    O documento, conforme a publicação do The Intercept, foi encaminhado ainda em 2017, ao arcebispo de Passo Fundo, ao Núncio Apostólico (representante diplomático da Santa Sé em países de grande população católica) e ao Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul.

    O The Intercept Brasil destaca ainda que “ao menos dois padres que assinaram o documento acabaram afastados da igreja, impedidos de rezar missas e sem os benefícios fornecidos pela instituição, como a contribuição para a Previdência Social, plano de saúde e a côngrua, como é conhecido o “salário” recebido pelos sacerdotes. Um deles enfrenta ainda um processo de expulsão da igreja”.

    Segundo notícia publicada pela GZH nesta sexta-feira, 4 de fevereiro, o bispo estava denunciado desde agosto de 2020 pelo Ministério Público, mas a denúncia não foi aceita pelo Poder Judiciário em Frederico Westphalen. “O magistrado entendeu que os fatos descritos na denúncia não se enquadravam nos tipos penais indicados pelo MP (estupro), que não estariam em vigor à época dos fatos, sendo criados por lei posterior ao ocorrido”, destaca a publicação. 

    Ainda conforme as informações divulgadas por GZH o abuso teria ocorrido em um adolescente que aos 13 anos foi morar com dom Antonio. A vítima, agora, atende por um nome feminino depois de passar por transição de gênero.

    Após a informação vir a público em 23 de dezembro, dom Antonio divulgou uma Nota de Esclarecimento afirmando, entre outras coisas, que “os fatos relatados eram falsos”. Sete dias depois, em 30 de dezembro, o bispo publicou em suas redes sociais um vídeo se defendendo das acusações.

    Além de responder, criminalmente, por abuso sexual, dom Antonio vai responder “por coação no curso do processo, por atos que teria praticado contra um dos padres que assinaram o dossiê com as denúncias, em 2017”, aponta a divulgação de GZH. 

    A Igreja Católica foi ouvida por GZH. O arcebispo de Passo Fundo, dom Rodolfo Luís Weber, informou que recebeu um dossiê em 2017 e o repassou à Nunciatura Apostólica, a representação oficial da Igreja no Brasil. Dom Rodolfo Luís confirmou que as denúncias foram investigadas em processo canônico. “Houve três investigações, que foram para Roma, e chegaram à conclusão de que não tem fundamento essa acusação de estupro de vulnerável”, disse o arcebispo de Passo Fundo à reportagem de GZH.

    Silêncio na Igreja - Reportagem do The Intercept Brasil

    TJ torna bispo de FW réu por abuso sexual - Publicação de GZH

    * Com informações de GZH e The Intercept Brasil

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