Saúde
Publicado hoje às 17:49
Equipe do SAE/CRAIP de FW participa do InfectoTchê 2026 e reforça compromisso com a prevenção ao HIV
O congresso reuniu especialistas nacionais e palestrantes internacionais para debater os principais desafios contemporâneos da Infectologia
A equipe do Serviço de Assistência Especializada/Centro de Referência em IST/HIV/Aids e Hepatites Virais (SAE/CRAIP) da Prefeitura de Frederico Westphalen, juntamente com o secretário municipal da Saúde, Cássio Adriano Zatti, participou, nos dias 22 e 23 de maio, do InfectoTchê 2026, um dos principais eventos científicos da Região Sul voltados às doenças infecciosas e áreas correlatas.
O congresso, realizado no Hotel Hilton, em Porto Alegre, reuniu especialistas nacionais e palestrantes internacionais para debater os principais desafios contemporâneos da Infectologia. Neste ano, o evento ampliou seu escopo temático, reforçando o compromisso com a atualização científica, a troca de experiências e a integração entre assistência, pesquisa e políticas públicas em saúde.
De acordo com o secretário Cássio Adriano Zatti, “a participação da equipe do SAE/CRAIP representa o compromisso permanente do município com a qualificação profissional, a busca por novas estratégias de cuidado e o fortalecimento das políticas públicas voltadas à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), HIV/Aids e hepatites virais”.
Durante o evento, também foi realizada a assinatura de um documento de extrema relevância no contexto do HIV/Aids. Liderada pela Sociedade Gaúcha de Infectologia, a chamada “Carta de Porto Alegre” foi entregue a representantes da sociedade civil, gestores e entidades médicas, com foco no fortalecimento das ações de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento do HIV.
Conforme o secretário, a proposta está estruturada em duas frentes principais. A primeira é a ampliação da testagem universal e regular, permitindo o diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento, medida considerada fundamental para reduzir complicações, melhorar a qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV e diminuir a transmissão do vírus.
A segunda frente contempla a expansão da prevenção combinada, incluindo o acesso à Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) oral e à PrEP injetável de longa duração, além de ações educativas, acompanhamento clínico e estratégias direcionadas às populações mais vulnerabilizadas.
A Carta de Porto Alegre também propõe que o enfrentamento ao HIV seja compreendido como uma responsabilidade compartilhada, integrando serviços de saúde, profissionais de diferentes especialidades, gestores, organizações sociais e instituições científicas em uma rede articulada, capaz de acolher, orientar, testar, tratar e acompanhar as pessoas de forma contínua e humanizada.
*Informações Ascom/FW