Geral
Publicado em 13/02/2021 às 09:13
Estado divulga bandeiras e faz alertas sobre Covid-19
Mapa preliminar da 41ª rodada traz 16 bandeiras vermelhas
O mapa preliminar do modelo de Distanciamento Controlado, divulgado na sexta-feira, 12 de fevereiro, traz 16 regiões em bandeira vermelha e apenas cinco em laranja (Bagé, Caxias do Sul, Ijuí, Pelotas e Santa Rosa). Resultado que reflete o alto risco para esgotamento da capacidade hospitalar e a velocidade de propagação do vírus no estado. Na véspera do Carnaval, o governo do Estado também fez alertas específicos sobre cuidados e o estágio da doença no Rio Grande do Sul.
A região de Palmeira das Missões segue em bandeira vermelha.
Entre os indicadores monitorados pelo sistema de enfrentamento à pandemia, chamam a atenção a forte elevação no número de confirmados em leitos clínicos (+23%), o aumento nos registros de hospitalização (+32%) e também no número de óbitos (+16%). As internações em UTI se mantiveram estáveis (+1%).
Na 41º semana do modelo de Distanciamento Controlado, houve leve aumento no número total de leitos de UTI ocupados. Considerando a estabilidade no total de leitos e também dos confirmados com Covid-19 em UTI, a razão de leitos livres para cada ocupado por Covid-19 reduziu para 0,79 no Estado.
AGLOMERAÇÕES SEGUEM PROIBIDAS
Com o Carnaval, o Gabinete de Crise chama a atenção para que os gaúchos sigam respeitando os protocolos, principalmente quanto à higienização constante das mãos, evitar aglomerações e o uso obrigatório de máscara em todas as bandeiras.
- A segurança pública do Estado, em conjunto com os municípios, está pronta para agir de maneira preventiva, evitando aglomerações e festas clandestinas. Mas precisamos que a sociedade gaúcha contribua e siga tomando todos os cuidados necessários -, frisou o vice-governador e secretário da Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior.
As festas de Carnaval estão proibidas, por não atenderem aos protocolos mínimos de segurança sanitária. A estratégia adotada no modelo de Distanciamento Controlado se utiliza de evidências científicas e análise de dados para definir níveis de riscos (traduzidos em bandeiras) e aplicar restrições na proporção, momento e local em que forem necessárias, com protocolos para cada atividade econômica conforme a região.
O Gabinete de Crise faz um alerta para o rápido aumento na ocupação de leitos clínicos nesta semana, que foi de 902 para 1.112. Ocupação que pode refletir em leitos de UTI nos próximos dias. Por isso, reforça a orientação para que a população mantenha todos cuidados sanitários previstos nos protocolos.
CASOS NA SERRA PREOCUPAM
O novo Boletim Genômico sobre as cepas de coronavírus no Rio Grande do Sul, finalizado nesta sexta-feira, 12 de fevereiro, registrou o primeiro caso da linhagem P1 no Rio Grande do Sul. O caso foi notificado em um morador de 88 anos da região da Serra, que apresentou os primeiros sintomas da doença no final de janeiro.
A P1 é uma variante da Covid que tem como característica já conhecida a maior capacidade de transmissão, ou seja, transmite mais rapidamente o vírus de uma pessoa para outra.
A variante predominante no Estado é a P2, ainda em estudos. A diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), Cynthia Molina Bastos, disse que não se sabe como o cenário irá evoluir a partir da interação das duas variantes no mesmo ambiente.
As amostras sequenciadas que geram as informações do boletim fazem parte da estratégia de vigilância genômica que busca detalhar o perfil das variantes do Estado. Cynthia explicou que o CEVS vai ampliar o número de amostras da região da Serra para tentar identificar outros casos, ou determinar se é um caso isolado.
Na última semana, as macrorregiões Centro-Oeste (+7), Metropolitana (+17) e Vales (+8) acumularam aumento de pacientes confirmados em UTI. Nas Macrorregiões Centro-Oeste (+47), Metropolitana (+71), Norte (+32) e Serra (+42) e Vales (+18), houve aumento de confirmados em leitos clínicos na semana.
BANDEIRAS
Nesta semana, 11 regiões permanecem em bandeira vermelha no mapa preliminar: Canoas, Capão da Canoa, Cruz Alta, Novo Hamburgo, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santo Ângelo e Taquara. Três regiões permaneceram na bandeira laranja: Bagé, Caxias do Sul e Pelotas.
Duas regiões apresentaram melhora nos índices e passaram de bandeira vermelha para laranja. São as regiões de Ijuí e Santa Rosa.
Cinco regiões apresentaram piora nos dados e passaram de bandeira laranja para vermelha - Cachoeira do Sul, Erechim, Guaíba, Lajeado e Uruguaiana.
REGRA 0-0
De acordo com o mapa preliminar da 41ª rodada, 378 municípios (do total de 497) estão classificados em bandeira vermelha, somando 8,6 milhões de habitantes, o que corresponde a 76% da população gaúcha (total de 11,3 milhões de habitantes).
Desses, 164 municípios (703,8 mil habitantes, 6,2% da população gaúcha) podem adotar protocolos de bandeira laranja, porque cumprem os critérios da Regra 0-0, ou seja, não têm registro de óbito ou hospitalização de moradores nos últimos 14 dias, desde que a prefeitura crie um regulamento local.
COGESTÃO
As associações regionais que desejarem enviar pedido de reconsideração ao mapa preliminar têm prazo de 36 horas para encaminhar a solicitação ao governo. O formulário on-line ficará disponível até as 6h30 de domingo, 14 de fevereiro, no https://forms.gle/SLdvQKBATe3z4Guu6.
O site do governo divulgará, ainda na manhã do domingo, 14 de fevereiro, notícia sobre número de recursos recebidos. Os pedidos serão analisados pelo Gabinete de Crise, e o mapa definitivo, divulgado também no portal de notícias às 16h30 de segunda-feira, 15 de fevereiro. A vigência das novas bandeiras será de 16 a 22 de fevereiro.
Caso a classificação prévia seja mantida, as 14 regiões em bandeira vermelha que aderiram ao sistema de cogestão regional podem adotar os protocolos próprios compatíveis até o nível de restrição da bandeira laranja. Guaíba e Santa Maria, que não aderiram à cogestão, devem seguir os protocolos de bandeira vermelha determinados pelo Estado.
As cinco regiões classificadas em laranja e participantes do sistema de cogestão podem utilizar protocolos de bandeira amarela, se estiverem previstos e atualizados nos seus planos regionais.
* Fonte: Governo do RS