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  • Estados Unidos impõem condições para diálogo, já o governo interino da Venezuela defende cooperação e paz

    Declarações do secretário norte-americano, Marco Rubio, e da presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, evidenciam tensão diplomática e divergências sobre o futuro das relações entre os países

    Os Estados Unidos afirmaram estar dispostos a dialogar com o novo governo da Venezuela, desde que sejam cumpridas condições consideradas “inegociáveis” por Washington. A declaração foi feita no domingo, 4 de janeiro, pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em entrevista à emissora NBC News.

    Entre as exigências, Rubio destacou que a Venezuela deixe de ser área de influência de países considerados rivais dos Estados Unidos, como Irã, Rússia, Cuba e China. Segundo ele, a indústria petrolífera venezuelana estaria sob controle de “adversários norte-americanos”. O secretário também condicionou qualquer redução de pressão à interrupção do que classificou como cooperação com o tráfico de drogas.

    Outro ponto citado foi a necessidade de conter a migração em massa de venezuelanos para países da região, como Brasil e Colômbia. Caso as exigências não sejam atendidas, Rubio afirmou que os Estados Unidos poderão continuar apreendendo navios petroleiros da Venezuela.

    O diálogo, segundo o governo norte-americano, será conduzido com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. Rubio afirmou que, apesar de admirar a líder da oposição Maria Corina Machado, a “realidade” exige negociações com quem detém o controle do governo. Questionado sobre eleições no país, afirmou que o tema ainda é “prematuro”.

    As declarações geraram reações internas nos Estados Unidos. O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, criticou a postura da administração do presidente Donald Trump e classificou as ações contra a Venezuela como “um ato de guerra”. Segundo o prefeito, “atacar unilateralmente uma nação soberana é um ato de guerra e uma violação da lei federal e internacional”.

    Na Venezuela

    Do lado venezuelano, a presidente interina Delcy Rodríguez declarou que pretende trabalhar em conjunto com os Estados Unidos em uma agenda de cooperação e desenvolvimento compartilhado. Em comunicado divulgado nas redes sociais, ela defendeu um relacionamento internacional equilibrado, baseado na igualdade soberana, no respeito mútuo e na não ingerência.

    Rodríguez afirmou que os povos e a região “merecem a paz e o diálogo, não a guerra”, e reiterou a vocação da Venezuela para a convivência pacífica e a cooperação internacional. A presidente interina assumiu o cargo após o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, pelos Estados Unidos, no sábado.

    A situação segue em acompanhamento pela comunidade internacional, em meio a um cenário de tensão política e diplomática entre os dois países.

    *Informações Rádio Agência 

    Heloise Santi - Jornalista Grupo Chiru
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