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  • Estudo feito na UFSM indica quantidade exacerbada de chuvas de 26 de abril a 15 de maio em todo o RS

    Levantamento mostra índices de precipitações nas três principais bacias do Estado – Uruguai, Guaíba e Litorânea

    Um estudo feito pelos professores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), campus Frederico Westphalen, Braulio Otomar Caron e Edner Baumhardt em conjunto com o doutorando em Engenharia Florestal pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Claiton Nardini, avaliou os índices de precipitações do dia 26 de abril até 15 de maio para o Rio Grande do Sul, período em que foram registras enchentes e inundações que deixou milhares de pessoas desabrigadas e desalojadas, além de 173 mortos, 38 desaparecidos e 806 feridos, considerando os números do boletim divulgado em 10 de junho pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul.

    Neste estudo, os dados coletados pelos profissionais a partir das medições das estações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e considerando as três grandes bacias hídricas do Rio Grande do Sul, observou que na bacia do Rio Uruguai, que fica na nossa região as precipitações foram 56,2% maior ao esperado para o mês, na bacia litorânea as chuvas somaram 62,7% a mais que o esperado e na bacia do Guaíba os registros chegaram a 77,8% a mais que a normal climatológica do período, que é de 1991 a 2020.

    Isso mostra que todas as bacias superaram a sua normal climatológica no período considerado, e na bacia do Guaíba, foi possível observar um volume muito significativo de chuvas, em praticamente todas as suas sub-bacias, que culminou com os maiores volumes registrados na história do Rio Grande do Sul, alagamentos de bairros e municípios inteiros no delta do Rio Jacuí.

    – Toda essa chuva em 20 dias provocou esses alagamentos e deslizamentos, foi muita chuva em curto período, o que provocou um encharcamento do solo, com isso as arvores dos morros não conseguiram segurar e provocou os deslizamentos nas regiões da serra, o que acarretou no assoreamento dos rios. Toda essa água provocou, também, a alta do nível dos rios e com isso a cheio dos rios na região de Taquari e que desaguam no Guaíba, provocando as cheias em toda a região metropolitana e consequentemente na região sul– explicou Nardini.

    De posse desses números os profissionais consideram que ficou mais fácil de se observar tudo o que aconteceu no estado pois, como concluíram o trabalho, a magnitude e a abrangência dos eventos de precipitação no tempo e a geologia e relevo das bacias atingidas foram fundamentais para a ocorrência de centenas de escorregamentos de massa e a concentração de altas vazões nas calhas do Rio Jacuí, Rio das Antas, Rio Caí, Gravataí e Rio Taquari, desde as pequenas bacias no limite mais a oeste da bacia do Guaíba, próximo ao município de Santa Maria, culminando com as cotas hidrológicas históricas do Rio Guaíba, superando a cheia histórica de 1941, quando se iniciaram as medições. Houve ainda, impacto significativo nas cotas hidrológicas da lagoa dos patos afetado municípios da região Sul da Bacia Litorânea.

    Bacia do Rio Uruguai

    Na Bacia Hidrográfica do Rio Uruguai a média do mês é de 140,9 mm e no período foram registradas nos municípios de Frederico Westphalen e Tupanciretã - 569 e 520 mm, respectivamente. A menor precipitação foi de 53,2 mm com média geral de 321,4 mm para os 20 dias do levantamento. Sendo que, foi possível notar um maior volume de precipitação no eixo centro-norte-nordeste da Bacia do Uruguai, com os maiores volumes situados no limite superior, em municípios próximos à Frederico Westphalen e no inferior, em Tupanciretã, próximo ao município de Cruz Alta na denominada região do Alto Jacuí que já pertencente a bacia do Rio Guaíba.

    Bacia litorânea

    Na Bacia Hidrográfica Litorânea o maior volume de precipitação foi na estação localizada no município de Tramandaí que registrou 448,6 mm. A região de abrangência da Bacia registrou em média, precipitação de 311,8 mm que variou de 236,6 a 448,6 mm. Segundo a normal climatológica dos municípios que fazem parte desta Bacia, a precipitação esperada para mês de maio para a região é de 116,4 mm, sendo 62,7% menor a precipitação ocorrida nos 20 dias.

    Bacia Guaíba

    Na Bacia Hidrográfica do Guaíba, as estações automáticas registraram as maiores precipitações do Estado para o período. A variação do volume de precipitação durante o período de 20 dias analisados nessa região, foi de 836,4mm a 401,4 mm. A precipitação de 836,4 mm foi registrada na estação de Bento Gonçalves que fica próxima aos municípios de Muçum, Encantado e Roca Sales, que juntos somam grandes prejuízos humanos, ambientais e materiais nos eventos sucessivos de enxurradas e inundações. A média geral de precipitação na Bacia do Guaíba foi de 603,3 mm considerado 77,8% superior para a normal climatológica do período.

     

    Heloise Santi - Jornalismo Grupo Chiru
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