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  • Estudos da CNM detalham crise fiscal dos municípios na Marcha em Brasília

    Presidente da Famurs, Paulinho Salerno, participou da reunião do Conselho Político da CNM, que definiu as últimas estratégias dos gestores para sensibilizar o governo para reforma tributária

    Em coletiva para imprensa, realizada nesta segunda-feira, dia 27 de fevereiro, na sede da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), em Brasília, o presidente da entidade, Paulo Ziulkoski, afirmou que a reforma tributária, que está tramitando no Congresso, somente será aprovada com o aval dos municípios. O pacto federativo será o principal tema da 24ª edição da Marcha dos Prefeitos em Defesa dos Municípios, que vai reunir mais de 10 mil gestores, representando 4100 municípios, até quinta-feira, na capital federal.

    O presidente da CNM explicou que o evento teve início em 1998, com a realização de uma marcha, mas se consolidou, ao longo dos anos, como um grande congresso de discussão das principais pautas dos municípios. Para Ziulkoski, o país tem perdido oportunidades de avançar no seu desenvolvimento enquanto federação, com posições muito radicalizadas e falta de diálogo. “Até agora a CNM não foi ouvida pelo governo federal. Vamos entregar estudos sobre crise dos municípios, queremos contribuir com as soluções. Muito se fala da política monetária e fiscal do país, mas alguém está falando do risco fiscal dos municípios, que aplicam as políticas públicas lá na ponta”, questionou.

    Segundo levantamento da entidade, são mais de R$500 bilhões em perdas de receitas por obras paradas, queda do ICMS, piso do magistério, entre outras decisões consideradas autocráticas pelos prefeitos e prefeitas. O posicionamento das entidades municipalistas é que a reforma tributária apresente como premissa preservar a autonomia dos municípios. Duas propostas estão sendo discutidas, ambas relacionadas aos tributos sobre o consumo, tais como o PIS, Cofins e IPI (federais), ICMS (estadual) e ISS (municipal). A PEC 45, que tramita na Câmara dos Deputados, e a PEC 110/2019, que recebeu 10 emendas por sugestão da CNM.

    Atualmente, os municípios recebem apenas 6,5% do bolo tributário brasileiro. Ziulkoski ressaltou que um dos pontos mais críticos é garantir que a tributação sobre o consumo seja cobrada no destino final das mercadorias e serviços. “Podemos promover justiça sem aumentar a carga tributária, somente mudando a origem, trazer o ISS para onde mora o cidadão”, afirmou. Hoje o imposto é destinado ao município sede da empresa.

    Liderando uma das maiores comitivas de prefeitos gaúchos na Marcha dos Prefeitos, o presidente da Famurs, Paulinho Salerno, acompanhou a coletiva e a reunião do Conselho Político da CNM, em Brasília. Ele defendeu a necessidade da reforma tributária que é esperada por mais de 35 anos pelos contribuintes. “Desde que os municípios não tenham mais perdas, sem ferir a nossa autonomia. Os municípios precisam de mais recursos”, argumentou.

    Salerno lembrou que os municípios acumulam muitas perdas. No ano passado, a União alterou a cobrança do ICMS sobre combustíveis, limitando a 17% o valor máximo. Essa mudança nas alíquotas impactou nas receitas municipais, já que 25% do ICMS arrecadado é repartido entre os municípios. Conforme a Secretaria da Fazenda do RS, houve uma queda nas receitas de mais de R$1,4 bi no período. Em 2022, no RS, a arrecadação dos municípios proveniente do ICMS somou R$8,5 bi. “O impacto é direto nas receitas municipais, que já são limitadas”, reforçou.

    Estão confirmadas as presenças do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e da ministra do Planejamento, Simone Tebet, no painel sobre reforma tributária. Também estão previstas as presenças dos ministros de Estado da Educação, Saúde, Cidades, Turismo, Assistência Social e Gestão.

    *Com informações Ascom Famurs

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