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  • Falta de Pagamento - Médicos suspendem atendimento em maternidade de hospital gaúcho.

    Médicos obstetras do Hospital Casa de Saúde de Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, suspenderam o trabalho de atendimento à população nesta quarta-feira (1). A maternidade do hospital atende a 32 municípios e realiza até 120 partos por mês pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

    Os leitos da maternidade estavam vazios nesta quarta. As pacientes internadas recebiam alta. Os obstetras justificam a paralisação alegando estar há quatro meses sem receber os salários.

    "Já estamos tendo essa situação há mais de ano, com atrasos reiterados, mas nunca com um período tão grande. Em setembro, tivemos já uma conversa e éramos oito colegas. Duas saíram da firma por não concordar em manter o serviço sem ter o pagamento, então trabalhamos num serviço que é difícil, de plantão, e sem ter perspectiva de recebimento", lamenta o médico Manoel Antônio Cardoso de Souza Júnior.

    A direção da instituição diz que a crise se arrasta há três anos, período em que R$ 3,5 milhões deixaram de ser recebidos. Cerca de R$ 4 milhões já foram buscados por meio de empréstimos. Ainda assim, todos os médicos da Casa de Saúde estão sem receber.

    "Todas as especialidades estão trabalhando sem receber, e o que nós queremos é poder pagá-los o mais rápido possível, para que a questão se normalize. Até o dia de hoje [quarta-feira, 1] ninguém tinha deixado de ser atendido. A gente procura uma solução logo, para que esses serviços continuem funcionando", garante o administrador do hospital, Rogério Carvalho.

    A situação preocupa ainda mais porque, a partir de agora, os novos partos serão encaminhados ao Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), que convive com o problema da lotação e da falta de leitos.

    "Isso vai causar um transtorno na população, a gente tem conhecimento disso, a gente tem ciência disso. Porém, foge da nossa alçada como resolver isso, porque o hospital não tem de onde tirar recursos", afirma Ubaldina Souza e Silva, diretora da Associação Franciscana de Assistência a Saúde, mantenedora da instituição.

    As demais especialidades médicas informaram à direção do hospital que vão esperar até o dia 10 de novembro para verem se a situação se normaliza.

    A Secretaria Estadual da Saúde diz que tentou pagar os valores referentes ao mês de julho, mas o sistema rejeitou porque o hospital estaria com uma pendência no cadastro de inadimplentes do estado. Em incentivos, a secretaria afirma que tem três meses a pagar para o hospital, que totalizam em torno de R$ 1,1 milhão.

    Jornalismo do Grupo Chirú.

    G1.

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