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  • Família e comunidade organizam manifestação durante júri dos acusados pela morte da contadora Sandra

    Filhos e moradores de Boa Vista das Missões e região pedem justiça sete anos após o crime

    Sete anos após o assassinato da contadora Sandra Mara Lovis Trentin, familiares, amigos e moradores de Boa Vista das Missões organizam uma manifestação nesta quarta-feira (25) em frente ao Fórum de Palmeira das Missões, onde será realizado o júri dos dois acusados pelo crime.

    A sessão começa às 9 horas e deve se estender por dois dias. Sentam-se no banco dos réus o ex-vereador Paulo Ivan Baptista Landfeldt, então marido da vítima e acusado de ser o mandante do crime, e Ismael Bonetto, apontado como executor. Ambos respondem por homicídio qualificado — por motivo torpe, mediante promessa de recompensa, com recurso que dificultou a defesa da vítima e por feminicídio — além de ocultação de cadáver. Os dois estão presos e negam envolvimento no crime.

    Sandra foi morta em 2018 e deixou quatro filhos: Rômulo, Romana, Ana Paula e Alice. A manifestação está marcada para começar às 8 horas, com a presença da família, apoiadores e a comunidade, que levarão cartazes, faixas e rosas — flor preferida da vítima — em um ato simbólico por justiça.

    — Nossa família está contando que a justiça seja feita. Esperamos a condenação e queremos entender o que realmente aconteceu com nossa mãe. Ela nos foi tirada de maneira injusta e cruel. Queremos paz e, acima de tudo, que ninguém mais passe pela mesma dor — disse Ana Paula Trentin, filha da vítima, que tinha apenas 11 anos quando a mãe foi assassinada.

    A jovem também reforçou o convite à população: “Quem puder vir, venha participar. Ao longo de todos esses anos fizemos manifestações para que o dia do júri chegasse. A comunidade sempre esteve conosco, então contamos com todos novamente”, conclamou.

    Sandra foi dada como desaparecida por familiares em abril de 2018. Seu corpo foi localizado mais de um mês depois, em estado de decomposição, no interior de Palmeira das Missões. O caso mobilizou a região que primeiramente ajudou na busca pela contadora e deu início a uma longa investigação conduzida pela Polícia Civil.

    A denúncia

    Segundo o Ministério Público, o marido de Sandra planejou e ordenou a morte para encerrar o relacionamento conjugal sem a necessidade de partilha do patrimônio do casal. O réu teria contratado Ismael Bonetto e outros executores — não identificados pela investigação — para assassinar a vítima. A denúncia afirma que a mulher foi surpreendida sob ameaça de arma de fogo e levada a um local ermo do município, onde foi morta a tiros.

    Depois, conforme o MP, os réus ocultaram o cadáver de Sandra. O homicídio teria ocorrido entre 30 de janeiro e 17 de fevereiro de 2018, e a ocultação do cadáver entre os dias 20 e 22 de fevereiro.

    Os restos mortais da contadora só foram encontrados quase um ano depois, em janeiro de 2019, às margens da BR-158 entre Palmeira das Missões e Condor — a cerca de 40 quilômetros de onde a contadora sumiu.

    O seu corpo só foi encontrada quase um ano após o sumiço, em janeiro de 2019, a cerca de 40 quilômetros de onde a contadora sumiu. O cadáver foi encontrado em um matagal próximo de uma lavoura de soja. Na mesma cova rasa, estavam pertences da contadora, como cartões bancários. A análise da arcada dentária confirmou que os restos mortais eram da vítima.

    A causa da morte não pôde ser apontada com precisão, em razão do tempo transcorrido entre o óbito e a localização da ossada. Segundo o Ministério Público, a possibilidade de morte por disparo de arma de fogo não foi descartada pelos peritos. No entanto, não foi encontrado nenhum projétil na cova e nos restos mortais.

    Contraponto

    O que diz a defesa de Ismael Bonetto

    Procurados pela reportagem, os advogados Volnete Gilioli e Lucas Estevão Duarte se manifestaram por meio de nota:

    "Amanhã terá início o julgamento de um caso que há muitos anos clama por justiça — não apenas para a família da vítima, mas também para a sociedade e para os próprios acusados. Apesar do desejo de ouvir mais testemunhas e apresentar novas provas, a defesa reitera sua confiança na seriedade e na competência do Conselho de Sentença. Ismael acredita que os jurados serão capazes de analisar os fatos com imparcialidade e responsabilidade, chegando a um veredito justo."

    O que diz a defesa de Paulo Ivan Baptista Landfeldt

    Também a pedido da reportagem, o advogado Alexandre Hennig enviou o seguinte posicionamento:

    "Tenho convicção absoluta da inocência do Paulo Ivan. Não vou entrar no mérito do processo antes do julgamento, mas posso dizer que essa é uma acusação absolutamente frágil e irresponsável."

    *Com informações GZH

    Heloise Santi - Jornalista Grupo Chiru
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