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  • Fiocruz deve entregar a partir de outubro vacina com IFA produzido no Brasil

    Fabricação da matéria-prima no país inicia em 15 de maio

    A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deve começar a fabricar a vacina da Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19 com o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) produzido no Brasil em 15 de maio. A previsão foi feita pelo vice-presidente da Fiocruz, Mario Moreira.

    Moreira informou que a Fiocruz está em condições de produzir e obteve a certificação de boas práticas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas ainda há procedimentos de avaliação a serem realizados, além do processo do registro definitivo do imunizante. Segundo o vice-presidente, a Fiocruz vai ter que produzir lotes de validação acertados com procedimentos internacionais e a partir daí começar a produzir em escala industrial. “Os testes deverão aguardar o registro definitivo da Anvisa. A expectativa é que em outubro tenhamos a liberação para entregar estes lotes produzidos de maio em diante”, disse.

    A produção com o IFA nacional é resultado de um acordo de transferência de tecnologia entre a Fiocruz e o consórcio formado pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca. Até o momento as doses produzidas dependem de IFA importado da China.

    Falta de matéria-prima

    A lentidão no envio dessas substâncias tem dificultado o andamento da imunização no Brasil. Na entrevista coletiva, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, foi perguntado sobre as ações para acelerar a liberação dos IFAs pela China diante do quadro da previsão do Instituto Butantan de cessar a produção da Coronavac na semana que vem pela falta da matéria-prima, anunciada pelo diretor do Instituto Buantan, Dimas Covas.

    Cruz afirmou que o governo federal trabalha junto com Instituto Butantan para monitorar o recebimento de insumos e acrescentou que a equipe do Ministério da Saúde está “sempre conversando quer com embaixada em Pequim ou com embaixador chinês no Brasil..

    Contudo, Cruz acrescentou que o Ministério da Saúde não tem ainda informações do governo chinês quanto ao envio de IFAs.

    * Fonte: Agência Brasil

    Priscila Nhoatto - Jornalista Grupo Chiru
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