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Atualizado em 03/05/2017 às 06:54
Fraude: Ministério Público investiga fraudes em concurso em 29 municípios gaúchos
Em um ano, o Ministério Público do Rio Grande do Sul abriu investigações sobre fraudes em concursos em 29 cidades do estado, mas há indícios de irregularidades em pelo menos 50. No período, 123 pessoas foram denunciadas pelos esquemas.
A grande maioria dos casos foi registrada em municípios com poucos habitantes, onde a disputa eleitoral é acirrada. Segundo o Ministério Público, a negociação de cargos serve como moeda de troca. “Eles usam o cargo como moeda de troca, pagamento. Ou por trabalho de campanha, ou por uma filiação”, explica o promotor Mauro Rockemback.
Foram identificadas pelo menos três tipos de fraudes, que são mais comuns. Em uma delas, a licitação é combinada entre as empresas organizadoras de concursos. Assim, elas que definem quem será contratado pelo município. Em alguns casos, o prefeito e os vereadores nem sabem dessa combinação.
Outro esquema, o mais comum, é a escolha dos concursados. Depois das provas, o organizador do concurso, já definido através de licitação, oferece ao prefeito ou ao presidente da Câmara de Vereadores a possibilidade de aprovar quem eles desejarem. Ou aceita que eles escolham os aprovados.
O terceiro tipo de fraude é a venda da vaga. Com o pagamento de suborno, o candidato acerta com o organizador do concurso a própria aprovação, sem o conhecimento de um prefeito ou vereador.
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G1