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  • FW: acusado por feminicídio poderá pegar até 54 anos de prisão

    PC concluiu inquérito e o suspeito foi indiciado ainda por tortura, lesão corporal grave, fraude processual e desobediência

    A Polícia Civil concluiu o Inquérito Policial n.º 73/2025/151626, que apurou o feminicídio de Ângela Stratmann, ocorrido em 16 de janeiro de 2025, na localidade de Linha Brondani, município de Frederico Westphalen.

    O investigado, Evandro do Amaral, companheiro da vítima, foi formalmente indiciado pelos crimes de feminicídio, tortura, lesão corporal grave, fraude processual e desobediência. Se condenado, poderá cumprir pena de 26 a 54 anos de reclusão.

    O inquérito foi presidido pelo Delegado de Polícia Jacson Oiliam Boni, e, de acordo com ele, a investigação, conduzida de forma técnica e rigorosa, reuniu um amplo conjunto de provas, incluindo laudos periciais, registros de violência doméstica anteriores e análises de conteúdo digital extraído do aparelho telefônico do investigado, depoimentos testemunhais, imagens de videomonitoramento, entre outros. "O trabalho meticuloso da Polícia Civil permitiu a completa elucidação dos fatos, garantindo ao Ministério Público e ao Poder Judiciário uma visão abrangente do caso", disse o delegado.

    A investigação revelou um histórico de violência prolongada contra a vítima, evidenciado por lesões recentes e antigas, ameaças constantes e episódios de tortura. No dia do crime, além de ser torturada, a vítima foi obrigada a gravar a si mesma sendo agredida e sofreu agressões severas que resultaram em hemorragia intracraniana e óbito.

    O investigado, após o crime, teria tentado induzir testemunhas e autoridades ao erro, alegando falsamente um acidente automobilístico.

    Segundo o Delegado de Polícia Jacson Oiliam Boni, desde sua prisão preventiva, do suspeito, cumprida no estado de Santa Catarina, o investigado permanece sob custódia, reforçando o compromisso da Polícia Civil no combate à violência contra a mulher e na busca pela justiça. "O encerramento desse inquérito reafirma a dedicação da instituição em garantir a segurança da sociedade e a responsabilização daqueles que cometem crimes graves, para que crimes desse tipo não voltem a ocorrer”, salientou.

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    Durante a investigação, a Polícia Civil identificou um grave episódio ocorrido em dezembro de 2023, até então desconhecido pelas autoridades. Na ocasião, a vítima sofreu um ferimento por arma branca supostamente desferido pelo investigado, resultando em internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após uma cirurgia de emergência para conter uma hemorragia interna. Na época, não houve registro policial do fato, e o crime permaneceu oculto. 

    De acordo com a diretora da 14ª Delegacia Regional de Polícia do Interior (14ª DPRI), delegada de Polícia Aline Dequi Palma, a revelação desse episódio demonstra a importância da investigação detalhada, que trouxe à luz mais um caso de violência extrema sofrida pela vítima.

    *Com informações PC

    Heloise Santi - Jornalista Grupo Chiru
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