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  • Governo do RS anuncia privatização da Corsan

    Manifestação foi feita pelo governador Eduardo Leite tendo como base o Marco Regulatório do Saneamento

    Em um anúncio virtual nesta quinta-feira, 18 de março, o governador Eduardo Leite oficializou a intenção em abrir capital e vender controle acionário da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), atualmente responsável pelo abastecimento de água e coleta e tratamento de esgotos em 317 municípios gaúchos.

    O objetivo da desestatização é preparar a empresa para cumprir as novas exigências do Marco Legal do Saneamento, ampliando a capacidade financeira da empresa para dar conta de investimentos de R$ 10 bilhões.

    “Vamos buscar junto à Assembleia o apoio para percorrer rapidamente o processo legislativo que vai disciplinar a desestatização. Pretendemos fazer o IPO (abertura de capital) da Corsan, capitalizar a companhia e vender ações. O governo do Estado deixará de ser o controlador, mas vai manter posição como acionista de referência. E será como acionista que o governo do Estado continuará presente na definição dos destinos da companhia”, anunciou o governador.

    Para definir o novo regime jurídico, o governo conta com a votação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC 280/2019), de autoria do deputado estadual Sérgio Turra, que tramita na Assembleia Legislativa e retira a obrigação de plebiscito para privatização de estatais que ainda dependem da consulta popular (Corsan, Banrisul e Procergs). Essa aprovação é fundamental para que o governo dê o passo seguinte, que é propor um projeto de lei que discipline a desestatização.

    A partir disso, o Estado pretende fazer a abertura de capital (IPO) com a alienação de mais de 50% do capital, havendo uma estimativa inicial de realização em outubro e previsão de capitalização para investimentos na empresa da ordem de R$ 1 bilhão, ou seja, recursos para investimento na própria Corsan. O objetivo, com isso, é alavancar e acelerar investimentos em saneamento no RS, atendendo ao interesse público por esse serviço e, com a capitalização, aumentar o interesse privado na compra de ações.

    O percentual que ficará com Estado ainda será avaliado no processo de modelagem, mas deve ser em torno de 30%. Isso deverá garantir que o Executivo, mesmo não sendo mais o controlador da companhia, fique sendo o maior acionista individual da empresa e ajudando a tomar as decisões sobre o futuro da Corsan.

    Com a desestatização da Corsan, o governo projeta:

    • R$ 10 bilhões em investimentos, com universalidade de serviço de água e esgoto;
    • Geração de empregos, dentro de um contexto de retomada econômica pós-Covid;
    • Destravar potencial construtivo de regiões com limites de expansão, como no Litoral Norte;
    • Suporte ao aumento do turismo em todo o Estado, com mais abastecimento e esgoto;
    • Ganhos de sustentabilidade, na medida em que melhora a proteção de mananciais;
    • Diminuição do impacto de futuras estiagens, com um plano de segurança hídrica;
    • Cada R$ 1 gasto em saneamento básico economiza R$ 4 em saúde (segundo a OMS);
    • Impacto no IDH e na competitividade, com inclusão social e redução de desigualdade;
    • Incentivo à tecnologia e à inovação.

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