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Publicado hoje às 10:23
Governo do RS certifica escolas por planos de contingência frente às mudanças climáticas
Ao todo, 83 escolas receberam o certificado de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido
Nesta quarta-feira, 14 de outubro, foi realizado o primeiro Encontro Estadual sobre Educação, Mudanças Climáticas e Resilência, em Porto Alegre. O evento reuniu representantes das escolas estaduais, Coordenadorias Regionais de Educação (CREs), estudantes, órgãos públicos e instituições parceiras para compartilhar experiências e iniciativas voltadas à prevenção e à preparação para situações de risco.
Ao todo, 83 escolas participantes do primeiro ciclo do projeto Planos de Contingência para Escolas Resilientes receberam certificados em reconhecimento ao trabalho desenvolvido. A iniciativa, realizada na semana do Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres, celebrado em 13 de outubro, integra a estratégia de fortalecimento da resiliência nas escolas estaduais, estruturada pela Seduc após os eventos climáticos extremos de 2024.
Experiências de prevenção e preparação compartilhadas pelas escolas
No painel dedicado às boas práticas, representantes de três escolas estaduais compartilharam experiências e desafios enfrentados durante a elaboração dos planos de contingência.
Selecionada como uma das unidades-piloto para a aplicação do guia de elaboração dos planos de contingência escolares, a Escola Estadual de Ensino Médio General Souza Doca, de Muçum, vinculada à 3ª CRE, foi a primeira escola a concluir o documento, em maio de 2026. A unidade foi atingida pelos eventos climáticos que afetaram o Vale do Taquari e precisou reconstruir parte de sua estrutura e reorganizar a rotina escolar.
Em Canoas, a Escola Estadual de Ensino Fundamental Bartolomeu de Gusmão, da 27ª CRE, constituiu seu Comitê Plancon Escolar e concluiu, em julho de 2026, as 19 etapas previstas no processo de elaboração do plano. O trabalho envolveu diferentes segmentos da comunidade escolar, atividades com estudantes, simulados e produção de materiais informativos.
Já a Escola Estadual de Ensino Fundamental Alvarenga Peixoto, de Porto Alegre, da 1ª CRE, desenvolveu ações voltadas ao envolvimento da comunidade escolar e à articulação com organizações da sociedade civil e órgãos de proteção. A participação de diferentes atores contribuiu para ampliar a conscientização sobre os riscos e fortalecer a preparação da comunidade. “Hoje, os alunos sabem como agir e também ajudam a levar essas orientações para suas famílias”, ressaltou a diretora Rosângela Silva.
Continuidade e ampliação da estratégia
O encontro também abriu espaço para discutir os próximos passos da iniciativa. No encerramento, a secretária Stefanie Eskereski reforçou o compromisso de dar continuidade ao trabalho e ampliar o número de escolas contempladas. A proposta apresentada prevê alcançar as 30 CREs. A secretária também ressaltou que as escolas precisam estar preparadas tanto para proteger estudantes e profissionais durante eventos adversos quanto para retomar as atividades e oferecer acolhimento à comunidade assim que houver condições de segurança.
O encontro foi encerrado com a entrega dos certificados às 83 escolas participantes do primeiro ciclo do projeto, reconhecendo o trabalho das equipes diretivas, dos professores, dos estudantes e das comunidades escolares na elaboração dos planos. A iniciativa busca fortalecer a prevenção e a preparação para situações de risco na rede estadual. Com o planejamento, a participação da comunidade e a articulação entre instituições, as escolas podem aprimorar seus procedimentos de resposta a eventos adversos e ampliar a proteção de estudantes e profissionais.
*Informações Governo RS