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Atualizado em 01/06/2018 às 09:08
Greve dos caminhoneiros enfraquece e RS se reaproxima da rotina
O Rio Grande do Sul passou a quinta-feira, 31 de maio, Feriado de Corpus Christi tentando retomar a rotina após a greve dos caminhoneiros. Não havia mais bloqueios, apenas concentrações isoladas de manifestantes que tentavam dar continuidade à paralisação iniciada em 21 de maio. O Exército ainda mantinha tropas circulando por rodovias federais, como as BR-116, BR-290 e BR-386, mais por precaução do que por necessidade. Um sobrevoo ao meio-dia desta sexta-feira, 1º, dará condições para o chefe do Centro de Coordenação de Operações do Comando Militar do Sul, general Carlos José Penteado, decidir se a Operação Corredor Livre poderá ser encerrada. Na quinta-feira, 31 de maio, o Gabinete de Crise, criado pelo governo exclusivamente para arrefecer as mobilizações nas estradas, decidiu manter o grupo atuando. O entendimento é de que, embora as rodovias estejam abertas para os veículos de cargas, é prudente realizar reuniões por mais dias. — Movimentamos caminhões com segurança garantida por escoltas de Brigada Militar (BM), Polícia Civil e Susepe (Superintendência dos Serviços Penitenciários) nos últimos dias. O que queremos dizer à comunidade é que nossas rotinas ainda vão demorar um pouco para se normalizar em consequência de toda uma cadeia produtiva que foi afetada, mas tenho certeza de que isso todos vão compreender —, ressaltou o chefe da Casa Militar, coronel Alexandre Martins. Historicamente o dia de maior movimento nas Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa), em Porto Alegre, a quinta-feira foi animadora tanto para produtores rurais quanto para revendedores. O diretor-técnico e operacional da Ceasa, Ailton Machado, estima que de 80% a 90% da normalidade tenha sido atingida, com escassez apenas de culturas trazidas de outros Estados, como mamão e abacaxi, buscados do Nordeste, melão, transportado de Rio Grande do Norte, e laranja de suco, colhida em São Paulo. O tomate também estava em falta, mas não abalou o otimismo do presidente das Centrais, Ernesto Teixeira: — Estou usando a seguinte frase: bem-vindo ao abastecimento. A Ceasa está cheia de comprador, produtor, atacadista. Se continuar assim, até segunda-feira vamos colocar o abastecimento em dia em todo o Rio Grande do Sul. A Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) estima que a normalidade nos estoques de produtos como hortifrútis, laticínios e carnes deve ocorrer entre quatro e seis dias a partir desta sexta-feira, 1º de junho. A disponibilidade de itens não perecíveis não chegou a ser afetada. Fonte: GaúchaZH