Segurança
Atualizado em 18/03/2026 às 16:12
Homem que torturou e matou companheira é condenado a 99 anos de prisão em Frederico Westphalen
Evandro do Amaral foi julgado por feminicídio e tortura nesta terça-feira, 17 de março. O crime ocorreu em janeiro de 2025
O Tribunal do Júri de Frederico Westphalen condenou, nesta terça-feira, 17 de março, Evandro do Amaral a 99 anos, 5 meses e 19 dias de prisão pelos crimes de tentativa de feminicídio, feminicídio, tortura continuada, fraude processual e desobediência. O julgamento iniciou por volta das 9h30min e se estendeu até o início da noite.
A condenação atende à denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), que apontou um histórico de violência extrema contra a companheira, Ângela Stratmann, de 35 anos, morta em janeiro de 2025 no interior do município.
Conforme as investigações, conduzidas pela Polícia Civil, no dia 16 de janeiro de 2025, após um período prolongado de agressões, Evandro matou a vítima com golpes na cabeça. O caso revelou um cenário de violência contínua: Ângela apresentava lesões em diferentes estágios de cicatrização, indicando agressões frequentes, e chegou a ser forçada a gravar vídeos enquanto era agredida.
Após o crime, o condenado arrastou o corpo até a varanda da residência e tentou simular um atropelamento, caracterizando fraude processual.
O júri também considerou um episódio anterior, ocorrido em dezembro de 2023, quando Evandro do Amaral tentou matar a companheira com golpes de arma branca. A vítima sobreviveu na ocasião devido ao atendimento médico.
Dois dias após o feminicídio, ele ainda descumpriu ordem de parada da Brigada Militar e fugiu, sendo localizado dias depois em Santa Catarina.
Durante o julgamento, o promotor de Justiça Thiago Luís Reinert destacou o contexto de um relacionamento marcado por controle, ameaças e violência recorrente. O Conselho de Sentença reconheceu todas as qualificadoras, incluindo o uso de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e o fato de ela ser mãe de dois adolescentes, que ficaram órfãos.
Evandro do Amaral está preso desde janeiro de 2025 e deverá cumprir 98 anos e 3 meses restantes da pena em regime fechado.
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Brigada Militar – 190
Se a violência estiver acontecendo, a vítima ou qualquer outra pessoa deve ligar imediatamente para o 190. O atendimento é 24 horas em todo o Estado.
Polícia Civil
Se a violência já aconteceu, a vítima deverá ir, preferencialmente, à Delegacia da Mulher, onde houver, ou a qualquer Delegacia de Polícia para fazer o boletim de ocorrência e solicitar as medidas protetivas.
Em Porto Alegre, há duas Delegacias da Mulher. Uma fica na Rua Professor Freitas e Castro, junto ao Palácio da Polícia, no bairro Azenha. Os telefones são (51) 3288-2173 ou 3288-2327 ou 3288-2172 ou 197 (emergências).
A outra fica entre as zonas Leste e Norte, na Rua Tenente Ary Tarrago, 685, no Morro Santana. A repartição conta com uma equipe de sete policiais e funciona de segunda a sexta, das 8h30min ao meio-dia e das 13h30min às 18h.
As ocorrências também podem ser registradas em outras delegacias. Há DPs especializadas no Estado. Confira a lista neste link.
Delegacia Online
É possível registrar o fato pela Delegacia Online, sem ter que ir até a delegacia, o que também facilita a solicitação de medidas protetivas de urgência.
Central de Atendimento à Mulher 24 Horas – Disque 180
Recebe denúncias ou relatos de violência contra a mulher, reclamações sobre os serviços de rede, orienta sobre direitos e acerca dos locais onde a vítima pode receber atendimento. A denúncia será investigada e a vítima receberá atendimento necessário, inclusive medidas protetivas, se for o caso. A denúncia pode ser anônima. A Central funciona diariamente, 24 horas, e pode ser acionada de qualquer lugar do Brasil.
Ministério Público
O Ministério Público do Rio Grande do Sul atende em qualquer uma de suas Promotorias de Justiça pelo Interior, com telefones que podem ser encontrados no site da instituição.
Neste espaço é possível acessar o atendimento virtual, fazer denúncias e outros tantos procedimentos de atendimento à vítima. Acesse o site.
Defensoria Pública - Disque 0800-644-5556
A vítima pode procurar a Defensoria Pública, na sua cidade ou, se for o caso, consultar advogado(a).
Disque 100 - Direitos Humanos
Serviço gratuito e confidencial do Governo Federal, disponível 24 horas por dia, para proteção e denúncias de violações de direitos humanos
*Informações GZH e MPRS