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  • Impasse na Câmara adia reajuste salarial dos servidores de Tenente Portela

    Prefeito Rosemar Sala afirma que falta de sessão extraordinária impediu votação em janeiro e anuncia medidas para reaver R$ 1,8 milhão do orçamento municipal

    O prefeito de Tenente Portela, Rosemar Sala, expôs em entrevista na manhã desta terça-feira, 20, na Rádio Municipal, os motivos que levaram ao adiamento do reajuste salarial dos servidores públicos municipais. Segundo o gestor, a não realização de sessão extraordinária pela Câmara de Vereadores inviabilizou a votação do projeto ainda em janeiro.

    O projeto de lei, protocolado no Legislativo em 12 de janeiro, prevê reajuste de 5%, sendo 4,26% de reposição do IPCA e 0,74% de ganho real. Como a folha de pagamento do mês precisou ser fechada antes da apreciação da matéria, o aumento não poderá ser aplicado no pagamento previsto para 28 de janeiro.

    Conforme o prefeito, caso a Câmara aprove o projeto nos próximos dias, o reajuste deverá ser incorporado a partir da folha de fevereiro. “A administração está pronta para implantar o novo índice assim que a lei for sancionada. Infelizmente, sem a votação em tempo hábil, não foi possível lançar o reajuste na folha de janeiro”, explicou Sala.

    Durante a entrevista, o prefeito reafirmou o compromisso assumido com o funcionalismo de retomar as negociações em maio, mas ponderou que qualquer novo avanço salarial dependerá da situação financeira do Município. Segundo ele, a gestão busca reaver R$ 1,8 milhão que foram retirados do orçamento do Executivo por meio de emenda aprovada pela oposição no Legislativo.

    De acordo com Rosemar Sala, esse valor foi remanejado para ampliar o orçamento da Câmara, que passou a contar com R$ 4 milhões, afetando diretamente áreas estratégicas do Município. Entre os impactos citados estão cortes em obras de infraestrutura, como pavimentações nos bairros, e a retirada de R$ 200 mil da Secretaria dos Povos Originários, comprometendo ações voltadas à comunidade indígena local.

    O prefeito afirmou que a administração municipal avalia medidas administrativas e judiciais para tentar reverter o remanejamento orçamentário e garantir recursos para políticas públicas e valorização dos servidores.

    Orçamento do Legislativo

    Acompanhado do secretário de Administração e Comunicação Social, Paulo Farias, o prefeito também detalhou os argumentos apresentados pela Câmara para justificar o aumento do próprio orçamento. Segundo o Legislativo, R$ 1,1 milhão será destinado à aquisição de um terreno e à construção de uma sede própria. Os R$ 700 mil restantes serão aplicados em outras despesas da Casa, incluindo cerca de R$ 250 mil adicionais para diárias e viagens em 2026, valor que se soma ao já previsto inicialmente.

    Ao final da entrevista, Rosemar Sala pediu desculpas aos servidores pelo transtorno e reforçou que, apesar do impasse político, mantém o compromisso com o funcionalismo e a expectativa de seguir avançando na gestão municipal ao longo de 2026.

    *Informações Ascom/Tenente Portela 

    Heloise Santi - Jornalista Grupo Chiru
    No Ar: Canal Livre com Vilmar Luza 13:00 - 15:00

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