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Publicado hoje às 14:58
Iniciam as mudanças no secretariado do Estado com foco no ano eleitoral
Nomeações ocorrem em meio a afastamentos de titulares que deixam cargos para articulações políticas e reorganização da gestão
O governo do Rio Grande do Sul iniciou uma série de mudanças no secretariado estadual, movimento que ocorre em meio ao calendário do pleito eleitoral de 2026, período em que titulares de pastas passam a solicitar afastamento das funções para atender exigências legais ou dedicar-se à articulação política.
Neste contexto, o governador Eduardo Leite anunciou a nomeação de Gustavo Paim como novo titular da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). Ele assume a pasta no lugar de Vilson Covatti, que deixa o cargo após pocisão do seu partido, o Progressistas, em concorrer com o PL. Segundo Leite, a escolha leva em conta a qualificação técnica e a experiência do novo secretário, que terá a missão de fortalecer as políticas públicas voltadas ao meio rural e à produção agrícola, setor estratégico para a economia do Estado.
Produtor familiar de leite em Campestre da Serra, Gustavo Paim atuava como secretário adjunto da Casa Civil e já foi vice-prefeito de Porto Alegre entre 2017 e 2020. Possui ampla formação acadêmica e experiência na gestão pública, além de vivência direta com a realidade do campo.
Outra mudança anunciada pelo governador envolve a Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária (Sehab) que foi assumida por Bruno Silveira, em substituição ao deputado Carlos Gomes, que deixa o cargo para dedicar-se às articulações políticas como presidente de partido, em razão do processo eleitoral.
Bruno Silveira ocupava o cargo de secretário-adjunto de Planejamento, Governança e Gestão e tem trajetória ligada à administração pública e à Caixa Econômica Federal, com atuação nas áreas de governança, logística, tecnologia e gestão. De acordo com Eduardo Leite, a Sehab ganha ainda mais relevância diante das demandas ampliadas após as enchentes de 2024 e da consolidação da política estadual de habitação de interesse social.
As mudanças sinalizam o início de um período de reorganização administrativa no Executivo estadual, comum em anos eleitorais, com ajustes no primeiro escalão para garantir a continuidade das políticas públicas e o cumprimento da legislação, ao mesmo tempo em que lideranças políticas passam a se posicionar para o próximo ciclo eleitoral.