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  • Inter vence o Bragantino e se mantém na Série A

    Placar de 3 a 1 e combinação de resultados salvaram o Colorado do rebaixamento

    Pouco mais de 20 mil colorados foram testemunhas de um dos capítulos mais dramáticos da história do Internacional, desta vez com final feliz. Incrivelmente, o Colorado escapou de um rebaixamento que parecia inevitável após vencer o Bragantino por 3 a 1, com gols de Mercado, Alan Patrick e Carbonero. Jhon Jhon descontou para os paulistas. Além do próprio resultado, o Inter contou com tropeços dos adversários diretos na luta contra o Z-4. Ao final da rodada, Fortaleza e Ceará foram os últimos rebaixados à Série B.

    Acima de tudo, foi uma tarde com a cara e a garra de Abel Braga, que voltou ao clube para salvar a camisa vermelha.

    O técnico repetiu a escalação que, segundo sua avaliação, havia feito a melhor atuação recente, contra o Santos. Assim, mandou a campo Rochet; Aguirre, Vitão, Mercado e Bernabei; Thiago Maia, Bruno Gomes, Alan Rodríguez e Alan Patrick; Vitinho e Borré. Um 4-4-2 clássico na despedida da temporada.

    Primeiro tempo de calor, tensão e poucas respostas

    O calorão de 32ºC, aumentado pelo sol, fez a partida começar em ritmo mais lento do que se previa. O Inter não conseguiu, nos primeiros minutos, impor a pressão que que a urgência da tabela exigia. Para piorar, os gols de Ceará e Fortaleza reduziram as esperanças, mas o empate dos paulistas devolveu alguma sensação positiva, mas o primeiro tempo terminou como se fosse um amistoso para um time desesperado. As chances foram raras, o nervosismo cresceu e a necessidade de reação ficou para a etapa final.

    Segundo tempo: uma montanha-russa até o alívio

    Abel não fez alterações no intervalo. O que mudou foi o clima no estádio. Logo no reinício, o gol da virada do Botafogo sobre o Fortaleza incendiou o Beira-Rio. Àquela altura, um gol colorado poderia significar a permanência.

    E ele veio. Aos três minutos, Vitão pegou uma sobra pela direita e cruzou na área. Mercado, sozinho, subiu e cabeceou. Cleiton falhou, a bola entrou lentamente: 1 a 0. Naquele momento, a combinação de resultados era favorável.

    A tranquilidade, porém, durou pouco. O novo gol do Fortaleza devolveu ao Inter a necessidade de ampliar o placar. Minutos depois, o Palmeiras virou sobre o Ceará e passou a favorecer o Colorado, e o terceiro gol paulista reforçou o cenário. Só que o Vitória marcou contra o São Paulo e recolocou o Inter no Z-4. Era preciso mais um gol.

    Abel, então, mexeu no ataque: saíram Vitinho e Borré, entraram Carbonero e Ricardo Mathias.

    Aos 30, Aguirre foi derrubado na área após dominar um cruzamento pela esquerda, e o árbitro marcou pênalti. Alan Patrick converteu, fazendo 2 a 0 e recolocando o Inter na Série A.

    O gol que sacramentou a vitória e encaminhou a permanência saiu dos pés de Carbonero. Alan Patrick, de primeira, encontrou Ricardo Mathias, que deu o passe perfeito para o colombiano. Na frente de Cleiton, ele finalizou com categoria e marcou o 3 a 0.

    Ainda assim, restava acompanhar os resultados paralelos. A tensão aumentou quando, aos 40, Jhon Jhon acertou um chute no ângulo para descontar: 3 a 1.

    Com seis minutos de acréscimos, o Beira-Rio viveu momentos de puro sofrimento. A explosão de alívio só veio com o quarto gol do Botafogo, que confirmou o resultado necessário e decretou a permanência do Internacional na primeira divisão.

     

    *Com informações de GZH

    Danilva Oliveira- Jornalismo Grupo Chiru
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