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Atualizado em 06/10/2025 às 15:11
Jogador de futebol Everton Ribeiro revela diagnostico de câncer na tireoide
Atleta tem 36 anos e disputa o Campeonato Brasileiro pelo Bahia. Saiba mais sobre os sintomas da doença.
O jogador de futebol Everton Ribeiro, 36 anos, meio-campista do Bahia, revelou o diagnóstico de um câncer de tireoide. O atleta divulgou comunicado nas redes sociais nesta segunda-feira, 6 de outubro, informando que também passou por cirurgia. Ele tranquilizou os fãs.
Everton escreveu que recebeu o diagnóstico há um mês e que a cirurgia foi nesta segunda-feira. No domingo, 5, ele esteve em campo pelo seu clube na vitória por 1 a 0 diante do Flamengo, válida pela Série A do Campeonato Brasileiro.
Confira a íntegra da nota de Everton Ribeiro nas redes sociais
- Oi, amigos. Preciso compartilhar uma notícia com vocês. Há cerca de um mês, fui diagnosticado com um câncer na tireoide. Hoje fiz a cirurgia e tudo correu bem, graças a Deus. Sigo em recuperação, com fé e com o apoio da minha família e de vocês. Obrigado por cada oração e carinho. Ter vocês ao meu lado faz toda a diferença. Tenho certeza de que vamos vencer mais essa batalha juntos - escreveu Everton.
Câncer de tireoide é comum entre pessoas com até 55 anos
Segundo informações do portal do médico Dráuzio Varella, a tireoide é uma glândula que produz hormônios fundamentais para o metabolismo. Ela é constituída por dois lobos, o esquerdo e o direito, ligados por um istmo. Juntos, eles assumem o formato de uma borboleta de asas abertas, de um escudo ou da letra H.
Os hormônios tireoideanos são fundamentais para o metabolismo. A quantidade que a glândula produz é regulada pela hipófise, glândula situada no cérebro que fabrica o TSH, o hormônio estimulador da tireoide.
Conforme a empresa farmacêutica Pfizer, o câncer da tireoide é o mais comum da região da cabeça e pescoço. Frequentemente, surge em uma idade mais precoce do que a maioria dos outros tipos de câncer em adultos – dois em cada três casos ocorrem com pessoas na faixa etária entre 20 e 55 anos de idade.
A causa exata da doença não é conhecida, mas existem alguns fatores que aumentam o risco de desenvolvê-la. O câncer na tireoide é decorrente do crescimento de nódulos malignos, ou tumores, na glândula.
A doença é predominante no sexo feminino. Há um risco estimado de 1,72 casos a cada 100 mil homens e 11,15 casos a cada 100 mil mulheres.
Causas e fatores de risco do câncer de tireoide
Ainda não existe um consenso médico sobre o que causa o câncer de tireoide. Entretanto, sabe-se que existem fatores de risco que podem aumentar as chances da doença se desenvolver, como:
- Exposição à radioterapia na cabeça e pescoço durante a infância;
- Histórico familiar de câncer de tireoide;
- Alimentação pobre em iodo;
- Certas doenças genéticas, como a síndrome de Gardner e a doença de Cowden;
- Idade superior a 35 anos;
- Ser do sexo feminino;
Sinais e sintomas do câncer de tireoide
O principal sinal de câncer de tireoide que pode ser observado é a presença de nódulos na região do pescoço, que podem crescer rapidamente e deixar a região inchada. Eles podem estar associados a alterações na voz, como rouquidão, e causar sensação de falta de ar, dificuldade para engolir e tosse constante.
Outro possível sinal é a dor no pescoço, que às vezes irradia para os ouvidos. Como os nódulos da tireoide são relativamente comuns e nem sempre indicam câncer, o diagnóstico deve ser feito por um médico.
Diagnóstico do câncer de tireoide
O primeiro passo para o diagnóstico do câncer de tireoide é o exame físico, no qual o médico examina o pescoço para sentir alterações físicas na tireoide, e faz a análise do histórico da pessoa. Quando há sinais de nódulo, o médico indica o exame de ultrassonografia do pescoço.
Se um tumor é identificado no exame, é preciso realizar uma biópsia ou punção aspirativa (remoção de uma amostra de tecido da tireoide) para analisar aquele tecido e, assim, descartar ou confirmar o diagnóstico.
Como é o tratamento?
Ainda de acordo com a Pfizer, o tratamento do câncer de tireoide é feito por meio de cirurgia. No procedimento, chamado tireoidectomia, o cirurgião remove parte ou, mais comumente, toda a glândula tireoide e nódulos linfáticos anormais.
Em casos específicos, o médico também recomenda terapia com iodo radioativo para complementar o tratamento, que consiste em ingerir uma pequena quantidade de iodo radioativo para destruir o tecido tireoidiano não removido pela cirurgia.
O tratamento do câncer de tireoide também pode incluir radiação externa e quimioterapia.
*Com informações de O Globo, Portal Drauzio Varella e Pfizer