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Atualizado em 06/04/2021 às 10:25
Júri dos réus pelo incêndio na Boate Kiss é marcado para o dia 1º de dezembro
Elissandro Spohr, Mauro Hoffmann, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha respondem pelo crime que deixou 242 mortos
O incêndio da Boate Kiss, que deixou 242 mortos em 2013, em Santa Maria, tem novos desdobramentos em relação ao júri dos quatro réus que respondem pelo crime. Após ser adiado no ano passado, agora o júri tem data marcada para o dia 1º de dezembro, em Porto Alegre, a partir das 9h.
Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, sócios da boate, e Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão, integrantes da banda que tocava na noite da tragédia, irão ao banco dos réus.
O juiz Orlando Faccini Neto, que assumiu nesta segunda-feira, 5 de abril, o 2º Juizado da 1ª Vara do Júri do Foro Central, realizou o agendamento para dezembro e explica que tudo dependerá da evolução da vacinação contra o coronavírus.
O local do júri deverá ser definido até o mês de maio "Com todas as providências burocráticas que o cercam, mormente considerada a expectativa de que, em virtude de sua complexidade, o Plenário se estenda por número expressivo de dias", diz.
Confira o que comentaram os advogados de defesa das partes:
Mário Cipriani, advogado do Mauro Hoffmann, afirmou que não tem o que comentar porque esta é uma decisão que compete exclusivamente ao presidente do tribunal do júri, mas acredita que recursos ainda possam implicar em alteração de datas.
"A rigor, as datas são marcadas após a decisão de todos os pedidos que são realizados pelas partes, e todos os recursos que ainda existem, independente do seu efeito suspensivo ou não. Vamos avaliar a íntegra do eminente magistrado e depois a defesa vai tomar as medidas que entender necessárias", disse.
Jader Marques, advogado do Kiko Spohr, manifestou a mesma preocupação. "A defesa deseja que o julgamento se realize. Fica na expectativa de que a data se mantenha, apenas preocupada com os recursos que o MP-RS insiste em manter perante o STJ. São recursos que podem evitar o julgamento, podem procrastinar ainda mais o julgamento", pontuou.
Jean Severo, advogado do Luciano Bonilha, disse que seu cliente está satisfeito com o agendamento do júri, e irá apenas negociar uma ampliação no tempo de manifestação na defesa.
"Esta é a questão que a gente vai tentar conversar com o magistrado. A gente gostaria de um tempo considerável para fazer nosso trabalho da melhor maneira possível, porque assim vamos ter justiça e a absolvição do Luciano", afirmou.
Tatiana Borsa, advogada do Marcelo de Jesus dos Santos, citou que irá "aguardar a intimação pelas vias apropriadas e legais para nos manifestarmos".
Com informações do G1 Portal de Notícias