Saúde
Publicado em 09/10/2025 às 11:49
Liberato Salzano, Nova Boa Vista, Novo Xingu e Seberi terão equipes de atenção psicossocial
Municípios fazem parte da primeira leva contemplada pelo governo do Estado com recursos do SUS Gaúcho
O governo do Estado, por meio do SUS Gaúcho, ampliará até o final de 2026 a política de saúde mental, destinando R$ 18 milhões ao Programa Acompanha Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), da Secretaria Estadual da Saúde (SES).
Nesta primeira etapa, 61 equipes multiprofissionais serão habilitadas para iniciar os atendimentos em 2025, e outras 29 em 2026, totalizando 90 equipes em municípios prioritários. Entre os municípios já contemplados estão Liberato Salzano, Nova Boa Vista, Novo Xingu e Seberi, da região de abrangência do Grupo Chiru.
O investimento tem como objetivo fortalecer as ações de promoção da saúde mental, prevenção de agravos e redução de internações hospitalares por transtornos mentais e comportamentais.
Cada equipe será composta por três profissionais, que podem ser psicólogos, médicos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros ou outros com formação ou experiência em saúde mental. O custeio será de R$ 20 mil mensais por equipe.
A titular da SES, Arita Bergmann, destacou que a ação busca ampliar o acesso à atenção psicossocial e promover o cuidado integral. “Com essa ação, o governo estadual busca ampliar o acesso à atenção psicossocial, promover ações coletivas de saúde mental e garantir uma navegação mais eficiente dos usuários pelo sistema de saúde”, afirmou.
Do total a ser investido, R$ 3,6 milhões serão repassados ainda em 2025 e R$ 14,4 milhões ao longo de 2026, por meio de transferência fundo a fundo diretamente aos municípios.
Segundo Fernanda Mielke, chefe da Divisão de Políticas Transversais do Departamento de Atenção Primária e Políticas de Saúde da SES, parte das novas equipes terá foco na saúde mental infantojuvenil a partir do próximo ano.
Fortalecimento da rede de atenção psicossocial
O Programa Acompanha RAPS prioriza municípios com vazio assistencial, altas taxas de suicídio e internações por transtornos mentais, além daqueles afetados por enchentes ou com judicialização de casos de saúde mental. A meta é fortalecer a rede de atenção psicossocial e garantir atendimento humanizado e próximo das comunidades.
Atribuições das equipes do programa
- Fazer o levantamento de necessidades relacionadas à saúde mental, com o objetivo de mapear as demandas e planejar a estruturação do trabalho, além de fortalecer as experiências existentes de ações comunitárias com potencial de promoção de saúde mental na comunidade.
- Realizar, a partir das discussões de casos, ações de educação permanente, construção de plano terapêutico, interconsultas, visitas domiciliares, visitas aos usuários durante internação hospitalar e busca ativa para continuidade do atendimento.
- Observar a navegação do usuário na linha de cuidado em saúde mental, realizando o acompanhamento do cuidado ao longo da trajetória nos diferentes pontos de atenção da rede de saúde.
- Promover iniciativas voltadas à integração entre diferentes serviços e setores pertinentes a cada caso para um acompanhamento mais efetivo aos usuários;
- Apoiar, por meio de educação permanente, os profissionais da atenção primária de saúde.
- Fortalecer o protagonismo de usuários e seus familiares e também atender a todos os ciclos, incluindo crianças e adolescentes.