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Atualizado em 08/04/2018 às 11:31
Lula chega à Superintendência da PF, em Curitiba, onde cumprirá pena
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou às 22h30min deste sábado ao prédio da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, onde começa a cumprir a pena de 12 anos e um mês de prisão. Lula desceu de um helicóptero escoltado por pelo menos quatro policiais federais.
A aeronave que trouxe o petista de São Paulo à capital paranaense aterrisou às 22h01min no Aeroporto Internacional Afonso Pena, de onde Lula pegou um helicóptero que até a sede da PF, onde ficará pelos próximos dias. A expectativa é de que o ex-presidente converse com seus advogados antes de ser levado para a cela especial reservada para ele.
A sala funcionava como dormitório para agentes da PF e foi transformada em uma sala de Estado Maior para receber o ex-presidente. No espaço, há apenas uma mesa, uma cadeira, uma cama e um banheiro. Há ainda uma janela que dá vista para a parte interna do prédio.
A chegada do ex-presidente foi acompanhada por manifestantes favoráveis e contrários e o clima foi de tensão. Foram explodidas bombas de efeito moral para conter a multidão a favor de Lula. Separados por um espaço de 30 metros, os grupos gritavam palavras de ordem. Apoiadores de Lula se emocionaram, cantaram e gritavam palavras de ordem. Com bandeiras de movimentos sociais, entidades sindicais e de partidos políticos, o grupo usou um sinalizador ao saber que o ex-presidente havia desembarcado na capital paranaense. Do outro lado, manifestantes contrários ao ex-presidente comemoraram a prisão com fogos de artificio, buzinas e bandeiras do Brasil.
A chegada de Lula ao local foi negociada pela defesa dele com a PF. A negociação ocorreu desde sexta-feira, quando terminou o prazo determinado pelo juiz federal Sergio Moro para que Lula se apresentasse voluntariamente à polícia em Curitiba.
Decisão da Justiça
Atendendo a um pedido da prefeitura de Curitiba, o juiz Ernani Mendes Silva Filho deferiu a liminar determinando a saída dos manifestantes das áreas próximas à Superintendência da Polícia Federal. Segundo o órgão, os manifestantes não podem transitar na área, também não podem impedir o trânsito de pessoas e ainda não devem se abster de montar estruturas e acampamentos nas ruas e praças da cidade, sem prévia autorização municipal.
De acordo com a prefeitura, a aglomeração de pessoas no local poderia causar "transtornos aos moradores da região e grave lesão à ordem e à segurança pública." Na decisão, o juiz afirma que "há um justo receio de turbação ou esbulho, o que ficou comprovado através dos noticiários, que registram a prática de confrontos em diversas localidades - em especial na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo -, com pessoas feridas e baleadas, assim como agressões à jornalistas e vandalismos em prédios públicos e particulares - à exemplo do ocorrido no imóvel de propriedade da Presidente do Supremo Tribunal Federal -, o que não se pode admitir no Estado Democrático de Direito."
Fonte: Correio do Povo
Douglas Biguelini/Jornalismo Grupo Chiru Comunicações