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  • MP e defesa travam embates no primeiro dia de julgamento do caso Rafael, em Planalto

    Os trabalhos serão retomados nesta terça-feira, a partir das 8h

    Foi encerado, por volta das 20h desta segunda-feira (16) o primeiro dia do julgamento de Alexandra Salete Dougokenski, principal acusada de matar o próprio filho Rafael Winques, em Maio de 2020 no município de Planalto, norte do Estado. Três testemunhas de um total de 11 foram ouvidas no primeiro dia dos trabalhos.

    A professora de Rafael, Ana Maristela Stamm – que não permitiu as imagens do seu depoimento – e os delegados de Polícia Ercílio Carletti e Eibert Moreira Neto, este último fez seu relato através de videoconferência, abriram o primeiro dia de oitivas no plenário do juri. Ambos os Policiais trabalharam nas investigações que levaram o fato ao encontro da morte de Rafael até a primeira versão da mãe, que contou em depoimento, que havia assassinado o próprio filho.

    Alexandra chegou ao Fórum de Planalto por volta das 8h30, escoltada pela polícia penal. Ela chegou em um camburão azul utilizado no transporte de apenados. Algemada e vizivelmente diferente do dia do crime, rapidamente foi conduzida ao local daonde assiste o seu destino ser julgado por membros da comunidade que vivia. No mesmo momento, o Advogado de defesa Jean Severo também adentrou ao local. Em rápida entrevista Severo disse que vai provar durante o julgamento a inocência de sua cliente.

    -“Estamos convictos que ela é inocente e vamos provar”, pontuou.

    Pouco antes da liberação, para a imprensa adentrar ao plenário, os promotores do caso concederam entrevista, também perante a porta do Fórum de Planalto. O Promotor Diogo Taborda voltou a ressaltar que Alexandra é a única culpada do crime e mencionou que o MP pedirá pena máxima à acusada.

    -“Não nos resta dúvidas sobre a culpa da ré neste caso”, disse.

    Rodrigo Winques, pai de Rafael, chegou ao local do julgamento acompanhado pelo assistente de acusação Advogado Daniel Tonetto. Em entrevista ao Gripo Chiru, Rodrigo disse que está tranquilo quanto aos ritos do julgamento e que não teme uma acareação entre ele e Alexandra. Já Tonetto voltou a dizer que a tese da defesa, que tenta colocar o Pai na cena do crime, é absurda.

    Durante todo o tempo da instrução das testemunhas o clima no interior do Fórum era tenso. Por diversas vezes a Magistrada que conduz os trabalhos Dra. Marilene Parizotto Campagna precisou intervir, e solicitar que as partes, Ministério Público e Defesa, mantivessem a calma e não debatessem o que estava sendo dito pelas testemunhas. O Ministerio Público seguiu na sua linha, tentou tirar das testemunhas ora ouvidas, fatos que façam com que os jurados entendam a participação da mãe e a condenem por todos os crimes, que segundo o MP, ela cometeu.

    Já a defesa manteve por todo o momento a tese apresentada anteriormente, na tentatia de imputar o crime ao Pai de Rafael, Rodrigo Winques. A banca, por diversas vezes pediu a mostragem de fotos extraídas do celular do Pai que mostram Rodrigo segurando e portando o que poderia ser uma arma de fogo. 

    O segundo dia de julgamento está previsto para iniciar mais cedo, às 8h. Os depoimentos das testemunhas devem ser encerrados nesta terça-feira. Posteriormente, ainda precisa ser realizado o interrogatório de Alexandra e acareação com Rodrigo, caso a ré mantenha a versão de que foi ele quem matou o garoto. A estimativa é de que o júri dure de três a quatro dias.

    Luciano Belinaso - Jornalismo Grupo Chiru
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