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Atualizado em 29/08/2025 às 15:41
Operação apreende 3 mil toneladas de sementes e insumos agrícolas ilegais
Palmeira das Missões, Boa Vista das Missões e Condor estão entre os 14 municípios onde os agentes realizaram ações
Pelo menos 3 mil toneladas de sementes piratas, em sua maioria de soja, além de insumos agrícolas ilegais foram apreendidos na Operação Semente Segura II, que cumpriu mandados entre terça-feira, 26, e sexta-feira, 29 de agosto no Rio Grande do Sul.
Das 14 cidades onde foram cumpridos os mandados, três ficam na região: Palmeira das Missões, Boa Vista das Missões e Condor. A ação foi desencadeada pela Polícia Civil em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastacimento (Mapa) e com a Secretaria da Agricultura, Pecuária Produção Sustentável e Irrigação do RS (Seapi).
Conforme a Polícia Civil, o objetivo da operação é combater a produção e comercialização de sementes piratas e falsificadas, bem como de insumos agrícolas ilegais em geral, que representam uma grave ameaça ao agronegócio gaúcho e brasileiro.
"A Operação Semente Segura II demonstra o compromisso da Polícia Civil e de nossos parceiros em proteger o produtor rural e garantir a legalidade no campo. O combate às sementes piratas e insumos ilegais é fundamental para a segurança alimentar, a economia regional, o fisco e o meio ambiente do nosso Estado", afirmou o Delegado Heleno, Diretor da Divisão de Repressão aos Crimes Rurais e de Abigeato, da Polícia Civil.
Sementes estimadas em R$ 35 milhões
De acordo com a Polícia Civil, o valor estimado das sementes apreendidas atinge aproximadamente R$ 35 milhões. Além disso, uma das empresas fiscalizadas foi autuada administrativamente por manter uma aeronave de pulverização, avaliada em R$ 1,5 milhão, sem o devido registro perante o Mapa.
Parte dessas sementes apreendidas foi destinada para moega, onde serão utilizadas como matéria-prima para ração animal ou alimentos, garantindo assim um destino útil e seguro para o material apreendido.
Ainda de acordo com a polícia, as sementes piratas e insumos agrícolas ilegais causam danos profundos em várias frentes. Do ponto de vista econômico, a ilegalidade resulta em perdas financeiras para os produtores rurais que investem em produtos de baixa qualidade. Isso também gera concorrência desleal para empresas legalizadas e causa sonegação de impostos, prejudicando a arrecadação do estado.
No âmbito social e trabalhista, essa cadeia produtiva opera à margem da lei, sem garantir condições de trabalho adequadas ou direitos aos trabalhadores. Por fim, os impactos ambientais são alarmantes: sementes não certificadas e insumos ilegais, muitas vezes tóxicos, contaminam o solo, a água e os alimentos, introduzindo pragas e doenças que colocam em risco a saúde humana, animal e o ecossistema.
Além das cidades da região, os mandados foram cumpridos em Júlio de Castilhos, Jari, Tupanciretã, Entre-Ijuís, Giruá, São Luiz Gonzaga, Santiago, Pinhal Grande, Cruz Alta, Estrela Velha e Arroio do Tigre. A operação mobilizou 20 fiscais do Mapa, 21 fiscais da Seapi e 64 policiais civis.
Denuncie o crime rural
A participação da sociedade é crucial no combate às sementes piratas e outros produtos ilegais. Produtores rurais e cidadãos podem e devem fazer denúncias para ajudar a desarticular redes criminosas.
Para denúncias não emergenciais, você pode usar o WhatsApp da Polícia Civil do RS pelo número (51) 98444-0606. Em casos de emergência, ligue para 197. Para informações gerais ou denúncias online, consulte a Delegacia On-line em www.dol.rs.gov.br.
*Informações da Polícia Civil