Agro
Publicado em 06/10/2025 às 10:21
Palmeira das Missões entre os principais produtores de soja do RS, aponta projeção da safra 2025/26
Estado estima colheita de 21,4 milhões de toneladas, com recuperação da produtividade após perdas da safra anterior
O governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), participou nesta sexta-feira, 3 de outubro, da 15ª Abertura Oficial do Plantio da Soja no Rio Grande do Sul, realizada em Júlio de Castilhos, na Região Central.
A projeção divulgada pela Emater/RS-Ascar aponta uma safra de 21,4 milhões de toneladas para o ciclo 2025/26, o que representa um aumento de 57,14% em relação à safra passada, quando foram colhidas 13,6 milhões de toneladas do grão. O Estado deve cultivar 6,74 milhões de hectares, área ligeiramente menor que a do ciclo anterior.
Entre os principais municípios produtores de soja no cultivo de sequeiro, Palmeira das Missões está entre os destaques ao lado de Dom Pedrito, Vacaria, Cachoeira do Sul e São Gabriel. O município de Palmeira ficou em primeiro no cultivo dentro da modalidade sequeiro na safra 2024/2025. Já no cultivo irrigado, se sobressaem São Borja, Cruz Alta, São Luiz Gonzaga, Santa Bárbara do Sul e Boa Vista do Cadeado, sendo que São Borja ficou com a maior produtividade na modalidade.
Segundo o secretário da Agricultura, Edivilson Brum, a expectativa é de recuperação da produtividade, apoiada em condições climáticas mais favoráveis. “Se os números se confirmarem e o clima ajudar, a produção de soja pode voltar a colocar o Rio Grande do Sul em destaque nacional”, destacou.
De acordo com a Radiografia da Agropecuária Gaúcha 2025 (RAG), em 2024 o Rio Grande do Sul exportou produtos do complexo soja para 50 países, movimentando US$ 6,33 bilhões. O Estado é o terceiro maior exportador do país, tendo a China como principal destino (56% das vendas), seguida de Irã (7,2%), Coreia do Sul e Índia (3,7% cada) e Iraque (3,1%).
O documento mostra, ainda, que a colheita de 2025 teve uma forte quebra na produção da soja. A exemplo do que ocorreu nas safras 19/20, 21/22 e 22/23, a estiagem prolongada foi a causa deste enorme prejuízo que afetou boa parte dos 435 municípios onde a oleaginosa é cultivada. A produtividade caiu 28% e a produção de 13,64 milhões de toneladasrepresentou uma queda de 25% em relação à safra passada. Memso assim, o estado se manteve entre os quatro maiores produtores do grão no país.