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  • Passa de 40 mil crianças e adolescentes imunizados na primeira semana de multivacinação

    Campanha busca recuperar população com doses em atraso

    O Rio Grande do Sul registrou, na primeira semana da multivacinação, a procura de 41 mil crianças e adolescentes menores de 15 anos aos postos de saúde. Dessas, 23 mil tinham alguma dose em atraso que puderam colocar em dia. A estratégia é importante neste momento para elevar as coberturas vacinais, que já vinham em um cenário de queda nos últimos anos e que a pandemia acentuou ainda mais. No próximo sábado, 16 de outubro, ocorre o “Dia D”, data em que os municípios abrirão extraordinariamente as Unidades Básicas de Saúde para a imunização desse público.

    Entre o público-alvo da campanha, a faixa etária que apresentou menor número de atrasos em doses foi a de 5 anos a 9 anos. Das quase 7 mil crianças dessas idades que foram levadas até um posto, 30% necessitaram ser vacinadas. A faixa etária que realizou o maior número de vacinas na primeira semana foi a dos menores de um ano: 89% das mais de 9,2 mil que compareceram receberam alguma dose que estava pendente no calendário básico.

    Ao todo, o calendário de vacinação prevê 14 tipos de vacinas até os 7 anos e outras oito até os 15 anos, fora as que ocorrem em campanhas específicas, como a da gripe e da Covid-19.

    REDUÇÃO NAS COBERTURAS

    A pandemia de Covid-19 acentuou em 2020 a queda na procura por essas vacinas de rotina, conforme dados da Secretaria da Saúde (SES). Isso aumenta a chance de que doenças consideradas erradicadas possam voltar a circular ou aquelas que vinham com baixos índices aumentem. Em especial pelo momento atual, de gradativa retomada das atividades e retorno desse público às escolas.

    Índices baixos de vacinação aumentam os riscos para doenças imunopreveníveis, como coqueluche, poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola, varicela, meningite meningocócica e pneumocócica, gastroenterite por rotavírus, hepatites A e B, entre outras.

    - Na medida em que as doenças passam a não circular mais, justamente porque se mantiveram elevadas coberturas vacinais, principalmente a partir dos anos 2000, muitas doenças se tornaram desconhecidas, fazendo com que algumas pessoas não tenham noção do perigo representado por elas –, alerta a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Tani Ranieri.

    * Fonte: Governo do RS

    Priscila Nhoatto - Jornalista Grupo Chiru
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