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  • Polícia Civil desarticula esquema de fraude bancária de R$ 2,4 milhões, em Palmeira das Missões

    Operação “Digital Fantasma” foi deflagrada nesta terça-feira, 20 de janeiro, pela Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos

    A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira, 20 de janeiro, a Operação “Digital Fantasma” para desarticular uma sofisticada associação criminosa instalada dentro de uma agência bancária de grande porte, em Palmeira das Missões. Os alvos são um gerente-geral e um funcionário. A ação é executada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos (DRCPE/DERCC), sob coordenação do delegado João Vitor Herédia com o apoio de policiais civis da 14ªDPRI e da Delegacia de Polícia de Palmeira das Missões.

    O grupo, composto pelo gerente-geral da unidade, um operador de sistema e familiares, é responsável por fraudes que superam a cifra de R$ 2,4 milhões. A Polícia Civil não informou qual a instituição envolvida. Estão sendo cumpridos três mandados de prisão preventiva, além de medidas de busca e apreensão, bloqueios de contas bancárias e ativos financeiros, entre outras ordens judiciais.

    Seleção de alvos vulneráveis

    A Polícia Civil informou que o grupo monitorava contas inativas de clientes vulneráveis. Durante a investigação, foram identificadas sete vítimas do crime — além do próprio banco lesado — com idades entre 81 anos e 96 anos, além de pessoas já falecidas.

    Fraude Biométrica

    Para contornar os rigorosos mecanismos de segurança, o operador do sistema inseria a própria digital nos leitores biométricos, como se fosse cliente. Fraudulentamente, registrava no sistema que os clientes idosos seriam "analfabetos", justificando a ausência de assinatura física e validando a operação com a biometria do próprio funcionário do banco.

    Ainda segundo informações da Polícia Civil, depois, o gerente-geral utilizando credenciais de alto nível, alterava os cadastros das vítimas, atribuindo-lhes rendas fictícias astronômicas (chegando a R$ 2,5 milhões) para elevar artificialmente o score de crédito. Com o crédito aprovado, eram realizados empréstimos pessoais vultosos sem garantias reais.

    Logística de Saque e Ocultação

    Para evitar o rastreio digital (TED/PIX), os valores eram sacados em espécie. Uma integrante do grupo (esposa do gerente), utilizando disfarces como moletom e capuz para dificultar a identificação pelo CFTV, realizava saques fracionados que totalizaram mais de R$ 1,4 milhão em dinheiro vivo.

    Investigação

    A investigação teve início após a detecção de inconsistências graves nas operações de crédito da agência. Através de um trabalho de inteligência cibernética e análise de logs de sistema, a Polícia Civil conseguiu mapear a estrutura do grupo.

    Foi identificado que o gerente-geral atuava como mentor intelectual, chancelando as fraudes; o funcionário subordinado executava a fraude biométrica; e o núcleo familiar atuava na logística de saque e lavagem de capitais. A investigação comprovou, inclusive, o uso de contas de pessoas já falecidas para o trânsito dos valores ilícitos.

    Operação Policial

    A ação leva o nome de "Digital Fantasma", em alusão ao modus operandi no qual a biometria dos próprios funcionários era utilizada para se passar pelos clientes idosos, "assombrando" contas inativas.

    * Com informações da Polícia Civil

    Priscila Nhoatto - Jornalista Grupo Chiru
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