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Atualizado em 27/03/2018 às 11:53
Polícia Civil indicia marido e jovem presos por homicídio no caso de desaparecimento de contadora
A Polícia Civil de Palmeira das Missões, que investiga o caso do desaparecimento de Sandra Mara Lovis Trentin, 48 anos, indiciou o marido dela e um jovem de 22 anos, pelo homicídio da contadora. Paulo Ivan Landfeldt, que é vereador em Boa Vista das Missões, e o outro suspeito estão presos desde 23 de fevereiro. O inquérito, entregue ao Poder Judiciário na última sexta-feira, 23, também informa que outras pessoas ainda não identificadas podem ter participação na morte e no desaparecimento da contadora, que não é vista desde 30 de janeiro. Para a Polícia Civil, Landfeldt teria pago uma quantia em dinheiro para que o jovem e outras pessoas executassem Sandra. Conforme o documento, as buscas para encontrar provas do crime ou até mesmo o corpo da mulher, mãe de quatro filhos, continuarão, mesmo com o inquérito já remetido à Justiça. São aguardados também outros resultados de diligências feitas pelos agentes. A Polícia Civil disponibiliza dois telefones para denúncias a respeito do caso: (55) 98418-7841 ou 181. O CASO Em 30 de janeiro, Sandra Mara Lovis Trentin, 48 anos, foi vista pela última vez nas primeiras horas da manhã, quando saía da própria residência para ir até Palmeira das Missões. O carro da contadora, uma caminhonete Ford/Ranger foi encontrado em 31 de janeiro e uma perícia comprovou que não havia impressões digitais no veículo. Em 23 de fevereiro, a polícia prendeu o então presidente da Câmara de Vereadores de Boa Vista das Missões, Paulo Ivan Landfeldt, e um jovem de 22 anos, que teve o nome preservado para evitar o vazamento de informações. Na época, o jovem disse em depoimento que Landfeldt havia lhe pedido que sequestrasse e matasse a mulher. A polícia monitorou o vereador e descobriu que, sem informar os investigadores, Landfeldt estava trocando telefonemas e mensagens com o grupo que supostamente teria sequestrado Sandra. O parlamentar declarou que estava sendo extorquido por pessoas do Alto Uruguai, que pediam resgate em troca da libertação da mulher. Em 1º de março, o jovem deu nova versão, na qual afirmou não saber o paradeiro de Sandra e que entrou em contato com o vereador após ver as notícias em uma rede social. O homem não soube informar o motivo para apontar o político como participante na ação que teria culminado na morte da contadora. Fonte: Gaúcha ZH