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  • Polícia conclui segunda fase de investigação sobre fraude eletrônica contra idoso em FW

    Apuração revelou associação criminosa com atuação dentro e fora do sistema prisional e resultou em novas prisões e bloqueio de contas bancárias

    A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia de Frederico Westphalen, concluiu nesta semana a segunda fase da investigação sobre um golpe aplicado contra um idoso em 14 de abril de 2025, às margens da BR-386. A vítima foi enganada em uma falsa negociação de venda de veículo, que resultou na subtração de um caminhão avaliado em R$ 130 mil.

    A investigação teve início ainda no primeiro semestre, com a instauração de inquérito que levou à prisão preventiva e ao indiciamento de dois homens, já condenados pela Justiça a penas de 8 e 10 anos de reclusão.

    Nesta nova etapa, a Polícia aprofundou as diligências a partir da análise de dados extraídos de celulares apreendidos com os envolvidos. As provas revelaram a atuação de uma associação criminosa estruturada, com divisão de funções entre presos do sistema penitenciário e comparsas em liberdade.

    Foram decretadas três prisões preventivas – duas cumpridas nesta semana e uma ainda pendente, já que o investigado segue foragido. Entre os alvos estão indivíduos recolhidos nas penitenciárias de Caxias do Sul e Santa Maria, além de um cidadão residente no Paraguai, apontado como responsável pelo recebimento e ocultação de veículos roubados.

    Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de 69 contas bancárias ligadas ao grupo, algumas em nome de familiares, usadas para movimentar e pulverizar os valores obtidos de forma ilícita.

    Em relação ao golpe contra o idoso, a apuração apontou que um dos líderes, preso no sistema prisional, conduziu a simulação da negociação usando identidade falsa. Após o envio de um comprovante bancário fraudulento, outro integrante do grupo retirou o veículo e o levou até o Paraguai, onde foi entregue ao receptador estrangeiro.

    Segundo o delegado Jacson Oiliam Boni, responsável pela investigação, as provas técnicas foram decisivas. "As extrações de dados permitiram comprovar o funcionamento articulado do grupo criminoso e a cadeia de responsabilidade entre seus integrantes, possibilitando identificar e responsabilizar novos envolvidos", destacou.

    O inquérito foi remetido ao Poder Judiciário, com os devidos indiciamentos e a vinculação dos acusados aos processos criminais em andamento.

    *Informações PC

    Heloise Santi - Jornalista Grupo Chiru
    No Ar: Corujão com . 23:00 - 00:00

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