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  • Prazo de desincompatibilização gera mudanças no cenário político gaúcho

    Data de 4 de abril é o último prazo para a saída de gestores que querem concorrer em 2026

    O calendário eleitoral de 2026 estabelece o dia 4 de abril como prazo decisivo para quem pretende disputar cargos públicos nas eleições deste ano. A data marca o limite para a chamada desincompatibilização, ou seja, o afastamento de funções públicas, exigida pela legislação eleitoral para garantir equilíbrio na disputa.

    No Rio Grande do Sul, a regra impacta diretamente o governo estadual e administrações municipais. Pelo menos 12 secretarias do Executivo estadual devem ter troca de comando até o prazo final, com a saída de titulares que pretendem concorrer a cargos eletivos.

    A exigência vale especialmente para ordenadores de despesa, como secretários, que precisam deixar as funções seis meses antes do primeiro turno. A mesma regra se aplica a chefes do Executivo - presidente, governadores e prefeitos, que desejam disputar outros cargos.

    Nesse contexto, três municípios gaúchos já têm mudanças confirmadas no comando das prefeituras: Muçum, Montenegro e Guaíba, onde os atuais prefeitos devem renunciar para participar do pleito.

    Entre os movimentos no governo estadual, nomes como Ernani Polo, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, já deixaram o cargo para disputar a eleição majoritária como vice-governador. Outros secretários com mandato parlamentar, como Edivilson Brum, Gaúcho da Geral, Ronaldo Santini e Juvir Costella, também retornaram às suas bases para concorrer à reeleição.

    Além deles, secretários sem mandato eletivo também deixam o Executivo em busca de espaço nas urnas, como Fábia Richter, Arita Bergmann, Jorge Pozzobom e Paula Mascarenhas. A tendência é que secretários-adjuntos assumam as pastas de forma temporária.

    A permanência do governador Eduardo Leite no cargo até o fim do mandato reduziu o impacto das mudanças no primeiro escalão. Caso optasse por disputar a Presidência da República ou o Senado, a saída poderia provocar uma reconfiguração ainda maior na estrutura do governo.

    Cenário nacional também é afetado

    O movimento de desincompatibilização ocorre em todo o país. Governadores como Romeu Zema, Cláudio Castro, Mauro Mendes e Ronaldo Caiado já deixaram seus cargos para disputar as eleições de outubro.

    No governo federal, ao menos 17 ministros também devem deixar seus postos para concorrer a cargos como Senado, governos estaduais e Câmara dos Deputados, ampliando as mudanças na Esplanada dos Ministérios.

    Leia mais:

    Troca de ministros marca reorganização do governo federal com foco nas eleições de 2026

    Outros prazos do calendário eleitoral

    A legislação prevê ainda prazos distintos conforme a função exercida. Para dirigentes de entidades representativas e integrantes do Executivo sem controle direto de recursos públicos, o prazo para desincompatibilização é 4 de junho. Já para servidores públicos e ocupantes de cargos de confiança, o limite é 4 de julho.

    O dia 4 de abril também marca o prazo final para regularização do domicílio eleitoral e para filiação ou troca de partido político, etapa essencial para candidatos que pretendem disputar eleições em diferentes regiões.

     

    Heloise Santi - Jornalista Grupo Chiru
    No Ar: Sul Bandas com Vilmar Luza 17:00 - 19:00

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    Sul Bandas

    Vilmar Luza

    17:00 - 19:00