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  • Presos pela Polícia Civil em FW integravam grupo criminoso que ordenava crimes violentos e extorsões

    Delegado Jacson Oiliam Boni detalhou o trabalho de investigação, que levou dois anos e revelou as motivações dos crimes

    A prisão de cinco pessoas em Frederico Westphalen nesta quinta-feira, 18 de setembro, só foi possível após um detalhado trabalho investigativo da Polícia Civil que levou dois anos. O inquérito esclareceu o homicídio de Vanderlei Sérgio Vargas da Silva, ocorrido em 18 de julho de 2023, no bairro São José, mas revelou ainda que o mesmo grupo criminoso, ligado ao tráfico de drogas, também foi responsável por outras duas execuções em 2024: a de Rodrigo de Melo, em 1º de janeiro, e a de Juliana Ferreira de Lima, morta a tiros dentro da Secretaria de Assistência Social em 14 de agosto.

    Os cinco mandados de prisão preventiva foram cumpridos no âmbito da Operação Nêmesis, batizada em referência à deusa grega da vingança, simbolizando a responsabilização dos envolvidos. Quatro dos presos já estavam recolhidos por outros crimes e apenas um encontrava-se em liberdade. Segundo o delegado Jackson Boni, titular da Delegacia de Frederico Westphalen, todos foram indiciados por homicídio qualificado e associação criminosa.

    “Foi um trabalho complexo, de persistência. Mapeamos rotas de fuga, apreendemos a arma utilizada na execução em Ronda Alta, coletamos provas testemunhais, periciais e telemáticas que demonstram a atuação do grupo. O mandante, mesmo preso, continuava ordenando crimes de dentro do sistema penitenciário”, destacou o delegado.

    Execuções por domínio territorial

    A investigação apontou que Vanderlei havia sido jurado de morte ainda no presídio e, ao sair em liberdade, recebeu ordens para deixar o bairro São José. Por se recusar, foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta, que o alvejaram na cabeça. A motivação foi caracterizada como disputa por território, típica de organizações criminosas ligadas ao tráfico.

    Os demais crimes também tiveram ligação direta com o tráfico. Rodrigo, usuário de drogas, foi executado após cometer furtos no bairro. Já Juliana, ex-integrante do esquema, teria sido morta por desavenças internas.

    Organização criminosa conhecida

    O grupo investigado não é desconhecido das autoridades. De acordo com o delegado Boni, os mesmos integrantes também estão envolvidos em casos de extorsão a empresários locais e em tentativas de homicídio. “Essas pessoas acreditavam que podiam ditar quem poderia ou não morar em determinado bairro, como se o território pertencesse a elas. Mas o Estado é quem exerce esse controle, e a Polícia Civil vai continuar enfrentando essas organizações com firmeza”, reforçou.

    Reforço no combate ao crime organizado

    O delegado ressaltou ainda o impacto da instalação da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) em Frederico Westphalen, que permitiu concentrar esforços das equipes em crimes graves. Atualmente, quase 20 policiais atuam na cidade, o que fortaleceu a investigação e repressão ao tráfico.

    Só em 2025, já foram realizadas mais de 100 prisões pela Polícia Civil no município, incluindo casos de homicídio, tráfico, extorsão, furtos e crimes sexuais. “Nossa equipe é muito motivada e não desiste. Mesmo após dois anos de investigação, conseguimos reunir fragmentos até chegar ao desfecho. A comunidade pode ter certeza de que estamos atentos e preparados para enfrentar esses grupos criminosos”, concluiu o delegado.

    *Notícia elaborado com auxílio de IA

    João Victor Cassol - Jornalista Grupo Chiru
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