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Publicado hoje às 11:56
Primeiro caso de mpox é confirmado no RS
Saiba quais são os sintomas e os modos de prevenção da doença
O primeiro caso da doença viral mpox foi registrado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) no Rio Grande do Sul em 2026. O paciente reside na capital do estado. Após casos em 2022, a circulação do vírus diminuiu, apesar de ocorrerem casos esporádicos tanto em território gaúcho quanto brasileiro.
Em 2024, foram contabilizados 21 casos confirmados e, em 2025, foram 22 registrados. Neste ano, além do caso confirmado, nove casos suspeitos foram descartados e dois seguem em investigação.
Sobre a doença
A mpox é uma infecção viral causada pelo vírus do gênero Orthopoxvirus, o mesmo grupo responsável pela varíola. Entre os principais sintomas estão:
- Lesões na pele que podem evoluir para bolhas e crostas
- Aumento de linfonodos
- Febre
- Dores de cabeça e no corpo
A transmissão ocorre principalmente por contato direto e próximo com pessoas infectadas. Também pode acontecer de forma indireta, por meio do contato com objetos contaminados.
Prevenção
A SES reforça a importância da adoção de medidas simples e eficazes para reduzir o risco de transmissão:
- Higienizar as mãos com frequência
- Não compartilhar objetos de uso pessoal
- Evitar contato com pessoas que apresentem lesões suspeitas ou diagnóstico confirmado
- Procurar atendimento de saúde ao notar sintomas compatíveis com a doença
Os serviços municipais de saúde são orientados a notificar imediatamente casos suspeitos, realizar a coleta de amostras e enviá‑las ao Laboratório Central do Estado (Lacen) para exame.
Vacinação: pré e pós-exposição
A estratégia de vacinação contra mpox segue as recomendações nacionais e prioriza pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença. A definição dos grupos ocorre com base em avaliação técnica e científica e conta com a participação dos conselhos estaduais e municipais de Saúde. Desde o início da estratégia de vacinação, já foram aplicadas 865 doses da vacina no Estado.
Devem receber a vacina pré-esposição pessoas vivendo com HIV/aids: homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais; com idade igual ou superior a 18 anos; e com status imunológico identificado pela contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses.
Profissionais de laboratório que trabalham diretamente com Orthopoxvírus em ambientes de nível de biossegurança 2 (NB‑2), com idades entre 18 e 49 anos.
Devem rececber a vacina pós-exposição pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções corporais de pessoas suspeitas, prováveis ou confirmadas para mpox, cuja exposição seja classificada como de médio ou alto risco, conforme recomendações da Organização Mundial da Saúde, mediante avaliação da vigilância local.
Em Porto Alegre, contactantes do caso confirmado receberam a vacina como medida de bloqueio logo após a confirmação.
*Com informações do Governo RS