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Atualizado em 19/03/2021 às 15:59
Projeto do PT propõe renda básica para enfrentar crise na pandemia no RS
A outra proposta do partido é no sentido de assegurar que os empresários tenham acesso ao crédito subsidiado pelo Estado
A bancada do Partido dos Trabalhadores irá protocolar, o projeto que propõe renda básica aos trabalhadores do Estado e que o Governo do RS garanta a possibilidade de um recurso extra que tenha subsídios dos juros aos empresários.
Em entrevista ao programa Manhã News da 104,3 FM, na manhã de hoje, 19 de março, o deputado estadual, Edegar Pretto, destacou que a situação no país é muito difícil e o governo deve dedicar todas as estruturas como se fosse uma guerra para enfrentar a situação. “Nós queremos que o Governo equalize os juros, ou seja, juro zero, e o Estado tem como fazer isso, pois existe uma lei sancionada em 2011 que garante que o governo possa subsidiar juros e colocar dinheiro nas empresas via Banrisul, cooperativa ou qualquer outro banco” afirmou.
– Nós queremos nesse projeto que o Governo garanta a equalização dos juros, um ano de carência, pagamento após a pandemia e dois anos de prazo. Além disso, o Governo será o fundo aval garantidor, em que cada contrato seja avalizado pelo Estado, assim desburocratizamos esse processo – destacou.
Pretto ainda salienta que esse projeto é necessário para garantir o emprego dos trabalhadores, “na situação em que estamos 20% dos bares e restaurantes do RS já fecharam suas portas, a nível de Brasil mais de 800 mil empresas encerraram as atividades. Precisamos que o trabalhador tenha a garantia de seu emprego e para o empresário dar essa garantia precisamos ter o dinheiro do Estado ajudando-o para que não feche suas portas. Por isso propomos esse projeto, sem burocracia, juro zero, um ano de carência e dois anos de prazo, e apontamos as fontes desse recurso” assegurou.
O outro projeto proposto é que o Governo do RS garanta uma renda básica para as famílias em vulnerabilidade social, o deputado salientou que em 2020 o auxílio emergencial beneficiou no RS 2,7 milhões de gaúchos. “Nesta nova modalidade do auxilio mais de um milhão de pessoas foram cortadas. Nós estamos falando de garantir o básico para as pessoas, 16 estados do Brasil já criaram suas rendas básicas. Estamos defendendo algo que nós faríamos e apontando recursos para isso. Para essa renda básica o Estado tem o fundo Ampara que coloca recursos em muitos locais, mas tem previsto as famílias em situação vulnerabilidade, são R$ 378 milhões”, reiterou.
Pretto ainda explicou que os deputados precisam se convencer que não é momento de cruzar os braços, “pretendemos aprovar esses projetos pela necessidade, os deputados precisam se convencer que não podemos cruzar os braços, é possível e necessário tomar essas medidas. Isso não é para daqui um mês, mas agora. Não é hora de disputas políticas e sim de nos unirmos para ajudar as pessoas” finalizou.
Ouça a entrevista completa: