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Publicado hoje às 10:34
Proposta aprovada pela Câmara prevê mudança no cálculo do IPVA
Medida estabelece que o imposto deixe de ser calculado com base no valor de mercado do veículo e passe a considerar o peso do veículo
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 8 de julho, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a forma de cálculo do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
A proposta prevê que o imposto deixe de ser calculado com base no valor de mercado do veículo e passe a considerar apenas o peso do automóvel.
Atualmente, o IPVA é cobrado pelos estados com base no valor de mercado dos veículos, geralmente tomando como referência a Tabela Fipe. As alíquotas variam de acordo com cada estado e costumam ficar entre 1% e 4%.
Ainda há um longo caminha antes de uma possível aprovação definitiva do texto. A PEC seguirá agora para uma comissão especial da Câmara dos Deputados. Se aprovada, ainda precisará passar por votação em dois turnos no plenário da Casa antes de seguir para análise do Senado Federal.
Pela PEC, o valor do imposto também não poderá ultrapassar 1% do preço de venda do veículo.
O texto, de autoria do deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP), ainda autoriza os estados a concederem descontos para automóveis considerados menos poluentes.
Proposta recebeu críticas
A proposta recebeu críticas de parlamentares da oposição. O deputado Helder Salomão (PT-ES) argumentou que a mudança pode gerar distorções ao vincular a cobrança apenas ao peso dos veículos.
Os autores da PEC argumentam que o modelo atual do IPVA é uma "anomalia" por tributar continuamente um bem que perde valor ao longo do tempo.
Eles citam exemplos de países como Estados Unidos e Japão, onde a cobrança leva em conta características físicas dos veículos, como peso e impacto sobre a infraestrutura viária.
O relator da proposta na CCJ, deputado Rodrigo de Castro (União Brasil-MG), apresentou parecer favorável à matéria.
Segundo ele, a análise feita pela comissão se limitou aos aspectos constitucionais e jurídicos da proposta, sem examinar seus efeitos práticos ou fiscais.
*Informações G1