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Publicado ontem às 09:08
Radar meteorológico deve ser instalado na região em 2027
Região Norte do Estado será a última a receber o equipamento dentro do plano de ampliação da rede estadual
A região Norte do Rio Grande do Sul deverá receber um radar meteorológico apenas em 2027, conforme o cronograma do governo do Estado para a ampliação da rede de monitoramento climático. A informação consta no contrato assinado pelo governador Eduardo Leite, na última semana, que prevê a compra de mais três radares meteorológicos e a prestação de serviços de monitoramento meteorológico e geológico em todo o território gaúcho.
Os novos equipamentos se somam ao radar já em operação na Região Metropolitana de Porto Alegre desde setembro de 2024 e permitirão, quando concluída a implantação, a cobertura total do Estado. No entanto, a instalação ocorrerá de forma escalonada: o primeiro radar será instalado ainda em 2026 na região Sul; o segundo, entre o Centro e a Fronteira Oeste, está previsto para o fim do mesmo ano; e o terceiro, que atenderá a região Norte, ficou programado somente para 2027, sendo a última região contemplada com o monitoramento, de acordo com esse cronograma estadual.
De acordo com o governo estadual, os radares operarão em Banda S, tecnologia que permite maior penetração na precipitação e melhor resolução espacial, sendo fundamental para a previsão mais precisa de eventos climáticos extremos. Cada equipamento terá alcance operacional mínimo de 400 quilômetros.
Durante a assinatura do contrato, o governador Eduardo Leite destacou que a ampliação da rede representa um avanço estratégico para a Defesa Civil. Segundo ele, os radares permitirão alertas mais precisos à população, fortalecendo a capacidade de prevenção e resposta a desastres naturais. O coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Chaves Boeira, também participou do ato.
A licitação para aquisição dos equipamentos foi homologada no dia 2 de janeiro, com investimento de R$ 177,7 milhões.
Além dos radares, o plano prevê outras ações estruturantes, como a contratação de 130 estações hidrometeorológicas e a implantação de modelos hidrológicos e hidrodinâmicos, que permitirão prever com maior antecedência o nível dos rios. Segundo a Defesa Civil, o conjunto de investimentos coloca o Rio Grande do Sul em posição de destaque nacional na gestão de riscos e desastres.