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Publicado em 02/10/2025 às 16:28
Reforma elétrica no Instituto 22 de Maio será concluída antes do ano letivo de 2026, diz coordenador de educação
Escola enfrenta dificuldades no uso de equipamentos elétricos e aguarda início dos trabalhos da nova empresa responsável pela obra.
O impasse na reforma elétrica do Instituto Estadual de Educação 22 de Maio, em Palmitinho, parece estar próximo de uma solução. Em entrevista ao Grupo Chiru, na manhã desta quinta-feira, 2 de setembro, o coordenador da 20ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), João Batista Lima de Souza, afirmou que o prazo contratual para conclusão da obra é de seis meses, mas acredita que os serviços estarão finalizados a tempo do início do ano letivo de 2026.
A preocupação do coordenador é a mesma da comunidade escolar. Atualmente, equipamentos básicos do dia a dia não podem ser utilizados devido à instabilidade da rede elétrica. O uso de aparelhos de ar-condicionado, por exemplo, está comprometido, o que gera apreensão diante da proximidade dos meses mais quentes.
“Felizmente, há poucas semanas, liguei para a diretora Zaira [Zanatta]. Eu estava esperando para dar essa notícia a ela e à comunidade escolar: assinamos o contrato com a empresa e agora eles vão iniciar o trabalho. A empresa está refazendo toda a instalação elétrica da escola e instalando a subestação de energia, que vai permitir o uso dos ares-condicionados em todas as salas”, destacou João Batista.
Obra com histórico de problemas
A obra prevê melhorias na subestação e a substituição completa da rede elétrica, mas enfrenta entraves desde 2024. Naquele ano, uma empresa da região metropolitana, vencedora da licitação, iniciou os trabalhos, mas foi reduzindo a equipe ao longo dos meses e acabou abandonando a obra ainda no mesmo ano.
O problema se agravou após alterações no telhado da escola, que provocaram infiltrações. “A empresa começou a abrir os telhados e isso gerou infiltrações. Eu estive na escola uma tarde visitando a diretora e deu um temporal que alagou. Eu parei tudo e falei para a diretora: ‘precisamos tirar os alunos dessas salas agora, não podem ficar aqui’”, relatou João Batista, sobre o episódio ocorrido em abril de 2025.
Para retomar os serviços, a CRE abriu novo processo licitatório e contratou outra empresa, que tem sede em outro estado, e já atua em reformas de escolas para a Secretaria Estadual de Educação.
Empresa ainda não iniciou serviços
Embora tenha dado sinais de agilidade ao solucionar rapidamente as infiltrações no prédio, a nova empresa ainda não iniciou a parte elétrica da obra. Apesar do otimismo do coordenador, a comunidade escolar mantém certa desconfiança em relação à execução do serviço.
Até o momento da publicação desta notícia, a companhia não havia se apresentado para começar a reforma elétrica e a instalação da subestação. O contrato foi assinado em meados de setembro, e a expectativa é de que os trabalhos tenham início nos primeiros dias de outubro.
O investimento total é de aproximadamente R$ 575 mil.